F - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: DIs longos superam instabilidade e fecham em baixa na BM F

SÃO PAULO - Depois de um começo de pregão instável, os contratos de juros futuros voltaram a apontar para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

Para gestor de renda fixa que prefere não se identificar, a queda nos vencimentos reflete o sinal de arrefecimento da atividade econômica dado pela retração na venda de veículos durante o mês de agosto. Segundo o especialista tal percepção veio junto com os dados preliminares da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) que circulam no mercado.

A baixa no preço do petróleo também teve influência na formação da curva, assim como o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, que conteve o número de negócios.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,02 ponto, a 14,62% ao ano. O vencimento janeiro 2011 também perdeu 0,02 pontos, a 14,16%. Na contramão, janeiro 2012 valorizou 0,02 ponto, para 13,82%.

Entre os curtos, o vencimento para outubro de 2008 fechou estável a 13,28%. Novembro de 2008 encerrou a 13,44%, baixa de 0,01 ponto. Dezembro de 2008 também cedeu 0,01 ponto para 13,67%. E o DI para janeiro de 2009 fechou com baixa de 0,01 ponto, a 13,87% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 283.100 contratos, equivalentes a R$ 23,69 bilhões (US$ 14,50 bilhões), montante duas vezes menor do que o registrado na sexta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 108.860 contratos, equivalente a R$ 9,07 bilhões (US$ 5,55 bilhões).

Quanto à condução da política monetária, o gestor afirma que os agentes já contam os dias para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que está agendada para 10 de setembro.

Segundo o especialista, a curva futura embute uma probabilidade de 75% para um novo reajuste de 0,75 ponto percentual na Selic. Os 25% restantes ficam com a redução do ritmo de ajuste para 0,5 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13%.

Na avaliação do gestor, uma alta de 0,5 ponto percentual seria mais acertada tendo em vista a melhora de cenário desde a última reunião do Copom.

O gestor lembra que as commodities caíram forte e isso já se reflete nos índices de preço no atacado e no varejo. Além disso, a economia deve começar a refletir com maior intensidade o aumento da taxa básica de juros que vem sendo realizado desde abril.

Segundo o especialista, os agentes deveriam começar a discutir se o aperto da política monetária precisa ser tão intenso quanto o projetado, já que a expectativa quanto aos preços e a atividade aponta para baixo. Em função da nova condição do mercado, a magnitude do aperto monetário para trazer a inflação para dentro da meta deve ser menos intensa , resume.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional apresentou hoje o cronograma de operações para o mês de setembro. Estão previstos os vencimentos de títulos do Tesouro no montante de R$ 21,5 bilhões, sendo R$ 21,1 bilhões com rentabilidade definida pela Selic. E a oferta total de títulos para os leilões tradicionais está limitada a R$ 25 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG