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Mercados: DIs longos seguem em alta após superarem teto do dia

SÃO PAULO - As taxas dos Depósitos Interbancários (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) continuam se ajustando nesta jornada. Entre os contratos com vencimento até janeiro de 2009, a correção é de baixa, dado o forte exagero verificado ontem.

Valor Online |

Já os vencimentos de longo prazo continuam com forte elevação de taxas.

Agentes de mercado afirmam que as taxas de vencimento distantes sofrem mais a incerteza com o futuro diante da crise vigente e também sinalizam o abandono de posições de estrangeiros em ativos domésticos. Nem mesmo o incentivo do governo publicado hoje, que zera o IOF para investimentos financeiros estrangeiros, conseguiu alterar esse cenário.

Assim como no pregão de ontem, as ordens de venda do tipo "stop loss" - vendas pré-programadas quando o ativo atinge um determinado preço - continuam em andamento nesta sessão, sobretudo para os contratos de longo prazo, onde estão mais colocados os fundos estrangeiros.

Instantes atrás, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 subia 0,33 ponto percentual, para 16,55%. Janeiro 2011 tinha alta de 0,21 ponto, a 17,05%. Já o vencimento de janeiro de 2012 apontava taxa de 17,40% ao ano, com ligeiro ajuste de baixa, de 0,03 ponto percentual, mas o contrato chegou a marcar juro de 18,93% na máxima permitida pela BM & F.

Todos esses três contratos voltaram a tocar no limite de alta estabelecido pela Bolsa de futuros. A partir disso, as negociações continuam, mas apenas para operações que se concretizem a taxas menores do que a estabelecida no teto do dia.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 14%, queda de 0,15 ponto. O DI para janeiro de 2009 era negociado a 14,22%, declínio de 0,22 ponto. Tendo em conta que esses contratos revelam expectativas de mercado em relação à política de curto prazo, a avaliação de analistas é de que não há espaço para grandes exageros, pois as apostas indicam arrefecimento ou mesmo paralisação do ciclo de alta da Selic até o fim deste ano.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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