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Mercados: DIs longos refletem tensão e têm forte alta

SÃO PAULO - A forte tensão que domina os mercados globais nesta jornada afeta também as operações com os Depósitos Interbancários (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). Os contratos mais longos sobem significativamente, com posições feitas com base na piora da percepção das economias globais e possíveis conseqüências para emergentes como o Brasil.

Valor Online |

"Ninguém quer tomar risco neste momento", diz Rodrigo Betti, analista de renda fixa da corretora Finabank. Tendo isso em conta, o quadro local de fundamentos fica em segundo plano e abre espaço para a busca de proteção em renda fixa ou mesmo saída do país para ativos menos arriscados.

Instantes atrás, o contrato de juros com vencimento em janeiro próximo, mais curto, operava estável a 14% ao ano. Já o vencimento de janeiro de 2010 apontava aumento de 0,20 ponto percentual, para 14,69% ao ano. O contrato para janeiro do ano seguinte acusava taxa anual de 14,80%, com aumento de 0,36 ponto percentual. O vencimento de janeiro de 2012 subia 0,49 ponto percentual para 14,88%.

Na avaliação de Betti, o motor da aversão a risco está na impossibilidade de medir e quantificar as perdas nos Estados Unidos. Assim, a aprovação do plano de US$ 700 bilhões em resgates pra o sistema financeiro dos EUA pode não ser suficiente para conter a crise que também se estende pra a economia real, com números de atividade fracos no país.

O estresse também ganhou corpo hoje devido às notícias de fim de semana na Europa. Os governos da Alemanha e da França vieram em socorro de bancos hipotecários importantes para garantir depósitos. Na França, o BNP Paribas fechou acordo para adquirir o braço belga do Fortis. Ontem o governo da Alemanha anunciou garantia dos depósitos do banco hipotecário Hypo e ajuda de US$ 50 bilhões, conseguidos com um conjunto de bancos privados, para garantir liquidez às instituição.

Segundo João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer as medidas estão se mostrando independentes, mas o mercado começa a ponderar que talvez fosse melhor um pacote para todos os bancos da região. Há medo de que esses apoios pontuais possam não segurar uma onda de insolvência no sistema financeiro europeu, como aconteceu nos Estados Unidos nas últimas semanas.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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