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Mercados: DIs longos recuam conforme dólar perde força

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um começo de pregão bastante instável, seguindo lado a lado a formação de preço da moeda norte-americana. No começo dos negócios, quando o dólar ameaçou retomar o R$ 1,80, os vencimentos testaram as máximas. Conforme a divisa começou a perder força, os contratos não só devolveram a alta como passaram a apontar para baixo.

Valor Online |

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,03 ponto percentual, para 14,78%, depois de bater 14,91% na máxima. Janeiro 2011 baixava 0,08 ponto, a 14,47%. E janeiro 2012 apontava 14,18%, desvalorização de 0,07 ponto.

Na ponta curta, outubro de 2008 avançava 0,06 ponto, 13,52%. Dezembro de 2008 subia 0,03 ponto, para 13,78%. E janeiro de 2009 era negociado a 13,98%, também alta de 0,03 ponto.

O diretor de gestão da Meta Asset Management, Alexandre Horstmann, comentou que, independente da melhora da inflação no curto prazo, as curvas entraram na dinâmica do câmbio.

Para o especialista, esse comportamento tem algum sentido devido à possibilidade de repasse da valorização do dólar para os preços.

Segundo Horstmann, a alta do dólar vem acompanhada pelo recuo nas cotações das commodities, o que, por sua vez, é um fato positivo para a dinâmica de preços. No entanto, a questão cambial ganha mais peso devido à velocidade da apreciação da moeda estrangeira. Em pouco mais de um mês, o dólar subiu mais de 10% perante a moeda brasileira. Apreciações muito rápidas têm efeito mais problemático na inflação.

Ainda de acordo como especialista, o repasse é facilitado pelo atual momento da economia brasileira, que cresce de forma acentuada. Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6,1% no segundo trimestre no comparativo anual, superando as expectativas.

Esses dados, embora positivos, observou o especialista, vão de encontro com as preocupações do Banco Central (BC) com a questão da demanda pressionando a inflação.

O números do PIB também ajudam a concentrar ainda mais as apostas quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que apresenta ainda hoje a nova taxa básica de juros do país.

Para Horstmann, a elevação será de 0,75 ponto percentual, puxando a Selic de 13% para 13,75% ao ano. Qualquer coisa diferente disso vai ser muito surpreendente.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza hoje segunda etapa do leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A liquidação acontece por meio da transferência de títulos. Também acontece resgate antecipado de NTN-Bs.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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