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Mercados: DIs longos recuam apesar de piora na projeção de inflação

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros longos seguem ajustando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). A queda nos prêmios de risco acontece apesar da piora nas projeções de inflação contidas no boletim Focus do Banco Central (BC) e do avanço acima do esperado no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S).

Valor Online |

Na avaliação do gestor da Brascan Gestão de Ativos, Luiz Fernando Romano, as curvas devolvem parte do exagero de prêmio acumulado recentemente, mas tal movimento de queda é pouco confiável em função do baixo volume negociado.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 declinava 0,05 ponto percentual, para 15,16%. Janeiro 2011 cedia 0,09 ponto, a 15,80%. E janeiro 2012 apontava 16,07%, diminuição de 0,13 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,57%, alta de 0,03 ponto. E o DI para janeiro de 2009 operava estável a 13,69%.

De acordo com Romano, há a expectativa de que o desaquecimento da economia venha a conter naturalmente a inflação, mas os dados ainda são contraditórios. " O quadro ainda é de observação, principalmente quanto ao impacto do câmbio e o efeito da crise externa sobre o crédito. "
Ele comentou que parte dos agentes trabalha com a idéia de que tem de deixar um pouco de lado a preocupação com a inflação, pois a atividade está perdendo força.

Pela manhã, os agentes assimilaram a primeira prévia do IGP-M de novembro. O índice de preços no atacado aumentou 0,80%, seguindo elevação de 0,55% um mês antes. Também foi divulgado o IPC-S, que subiu 0,58% na abertura do mês, maior leitura desde a terceira semana de julho.

Para Romano, os números foram piores do que o esperado, mas o resultado não poderia ser outro em função da disparada no preço do dólar.

No boletim Focus, que capta a percepção dos agentes de mercado, as projeções de inflação tanto para 2008 quanto 2009 foram novamente ajustadas para cima.

Pela mediana das expectativas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza a política de metas, fechará o ano em 6,40%, contra previsão anterior de 6,31%. Vale lembrar que o teto da meta é de 6,5%. Para 2009, a projeção é de 5,20%, avançando de 5,06%.

A estimativa para do dólar no fechamento de 2008 saiu de R$ 2 para R$ 2,05. E os agentes não enxergam alteração na taxa de juros, atualmente fixada em 13,75%, até o final do ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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