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Mercados: DIs longos passam por correção e fecham o dia em baixa

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros de vencimento mais longo passaram por uma realização de lucros depois da acentuada alta da semana passada, mas a redução nos prêmios de risco ficou limitada pela piora de sentimento externo no período da tarde. Os vencimentos mais curtos acabaram sem rumo definido.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com perda de 0,11 ponto, a 15,36% ao ano, depois de cair a 15,33% na mínima. O vencimento janeiro 2011 desvalorizou 0,12 ponto, para 15,55%. E janeiro 2012 também recuou 0,11 ponto, para 15,34%.

Na ponta curta, agosto de 2008 fechou com baixa de 0,01 ponto, projetando 12,32%. Setembro de 2008 também perdeu 0,01 ponto percentual, apontando 12,56%. E outubro de 2008 encerrou com ganho de 0,02 ponto, a 12,81%. E o DI para janeiro de 2009 apresentou alta de 0,01 ponto percentual, para 13,50%, anuais.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 522.165 contratos, equivalentes a R$ 42,58 bilhões (US$ 26,69 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 274.635 contratos, equivalente a R$ 22,17 bilhões (US$ 13,77 bilhões).

Para o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, o recuo nos vencimentos pode ser encarado com um ajuste técnico, pois o noticiário interno não foi favorável para a dinâmica de juros, com o boletim Focus do Banco Central apontando nova piora nas projeções de inflação.

De acordo com a sondagem do BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2008 em 6,4%. A previsão anterior era de 6,3%. Depois de 15 revisões seguidas de alta, a projeção se aproxima do teto da meta, de 6,5%. Para 2009, a estimativa foi novamente revista, de 4,8%, para 4,91%.

Segundo o especialista, os agentes estão no aguardo do IPCA referente ao mês de junho, que será apresentado na quinta-feira. O indicador pode dar maior visibilidade ao mercado sobre qual será a postura adotada pelo Banco Central na sua reunião do dia 23 de julho.

As curvas futuras projetam alta de 0,75 ponto percentual na Selic, mas Serrano acredita em manutenção do ritmo de 0,5 ponto.

Pelo cenário do economista, tanto a inflação quanto a atividade devem arrefecer no decorrer do terceiro trimestre, deixando espaço para que o BC promova um ajuste gradual e curto nas taxas. Porém a inflação de curto prazo está prejudicando muito as expectativas, o que pode levar o BC a ser mais conservador.

De acordo com Serrano, no caso de a dinâmica de curto prazo continuar influenciando o cenário de médio prazo, ao invés de apertar o passo para 0,75 ponto, o BC deve estender a alta de juros até o final de 2008.

O Tesouro Nacional realizou hoje leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). O leilão acontece em duas etapas, a primeira com liquidação financeira e segunda por meio da troca de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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