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Mercados: DIs longos fecham em baixa refletindo que no preço do petróleo

SÃO PAULO - Os contratos de juros fecharam a terça-feira sem tendência definida. Na ausência de indicadores sobre a economia doméstica, a queda no preço do petróleo deu o rumo dos vencimentos longos, que apontaram para baixo. E alguns vencimentos curtos seguiram em alta, refletindo a cautela dos investidores antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com baixa de 0,10 ponto, a 14,93% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,13 ponto, a 14,90%. E janeiro 2012 recuou 0,18 ponto, para 14,60%.

Na ponta curta, agosto de 2008 avançou 0,03 ponto, projetando 12,57%. Setembro de 2008 teve alta de 0,04 ponto, para 12,68%. Em direção contrária, outubro de 2008 perdeu 0,02 ponto, para 12,87% ao ano. E o DI para janeiro de 2009 fechou com baixa de 0,03 ponto percentual, para 13,50% anuais.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 722 mil contratos, equivalentes a R$ 63,23 bilhões (US$ 39,58 bilhões), montante mais de duas vezes maior que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 239.155 contratos, equivalente a R$ 19,52 bilhões (US$ 12,34 bilhões).

Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, o que deve definir mesmo o rumo das curvas é a decisão do Banco Central sobre a taxa Selic, que será apresentada amanhã à noite.

Rosa acredita que o colegiado optará pelo meio ponto, apesar de alguns argumentos a favor do aperto de 0,75 ponto. Acredito que o BC vai optar por uma estratégia gradual, mas com ciclo mais extenso.

Segundo o economista, o risco de alta mais intensa dependerá da avaliação do Banco Central sobre a possibilidade de perda da eficácia da política monetária em função da piora das expectativas, algo já mencionado pelo próprio colegiado na ata de sua última reunião.

Apesar da piora das expectativas para 2008, que ultrapassam o teto da meta de 6,5%, Rosa pondera que as projeções para 2009 e 2010 estão relativamente ancoradas, o que torna o ajuste gradual mais apropriado.

Ainda de acordo com o economista, o ritmo de 0,5 ponto será mantido em todas as reuniões até o final de 2008. Com isso, a Selic fecha o ano a 14,25%. Mas o ajuste ultrapassa o ano calendário, com mais altas no começo de 2009.

Para Rosa, a taxa básica deverá estar em 15,25% no fim do ciclo e tal patamar seria respeitado pela maior parte de 2009.

O Tesouro Nacional realizou hoje a primeira etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). Todas as 750 mil notas ofertadas foram tomada, movimentando R$ 1,215 bilhão. A segunda etapa acontece amanhã por meio da transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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