Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: DIs longos fecham em baixa, acompanhando queda no preço do petróleo

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram mais um pregão instável na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Depois do acúmulo de prêmios no período da manhã, os contratos longos mudaram de direção, encerrando o dia em baixa, enquanto os vencimentos curtos seguiram avançando.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com perda de 0,06 ponto, a 14,94% ao ano. Desde o dia 26 de junho, esse contrato não era negociado abaixo de 15%. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,14 ponto, 14,94%. E janeiro 2012 recuou 0,12 ponto, para 14,76%.

Na ponta curta, agosto de 2008 avançou 0,04 ponto, projetando 12,42%. Setembro de 2008 subiu 0,03 ponto, para a 12,61%. E outubro de 2008 ganhou 0,02 ponto, para 12,80% ao ano. E o DI para janeiro de 2009 fechou com alta de 0,02 ponto percentual, para 13,43% anuais.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 677.165 contratos, equivalentes a R$ 57,78 bilhões (US$ 36,20 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 323.565 contratos, equivalente a R$ 26,37 bilhões (US$ 16,52 bilhões).

Para o gestor da Brascan Gestão de Ativos, Luiz Fernando Romano, sem indicadores de preço ou atividade no âmbito doméstico, o único fator a explicar o recuo nos vencimentos longos é o novo dia de queda no preço do petróleo, o que ajudar a melhorar a perspectiva inflacionária de longo prazo.

O barril de WTI caiu forte pelo terceiro pregão seguido e é negociado no patamar de US$ 130. Vale lembrar que semana passada o barril valia mais de US$ 147.

Voltando o foco para a condução da política monetária brasileira. Romano afirma que há uma divisão bastante grande entre os agentes sobre qual será a postura do Banco Central na reunião agendada para a semana que vem.

Entre a continuidade do ajuste em 0,5 ponto percentual, ou a aceleração do ritmo para 0,75 ponto, o gestor diz estar mais inclinado a acreditar na segundo opção. Para Romano, além da atividade aquecida e da inflação em patamar bastante elevado, o próprio discurso do BC, recentemente, tem indicado que quanto mais rápida a ação de política monetária, mais fácil será debelar a inflação. Mas ainda assim é uma aposta difícil de ser feita.

Atualmente a taxa básica está fixada em 12,25% ao ano, depois de dois ajustes de meio ponto percentual implementados em abril e junho.

O Tesouro Nacional realizou hoje leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). De acordo com o resultado prévio da operação, das 1,006 milhão de LFT ofertadas, 1 milhão de letras foram aceitas, com giro financeiro de R$ 3,521 bilhões. Das 1,75 milhão de LTN distribuídas, 750 mil foram tomadas, a R$ 569 milhões. Baixa aceitação também para NTN-Bs, das 2,3 milhões colocadas à disposição, 1,811 milhão foram compradas, movimentando 1,583 bilhão.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG