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Mercados: DIs longos fecham com forte alta na BM F

SÃO PAULO - Os contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam com forte alta nos vencimentos a partir de 2010. A disposição para risco diminuiu muito hoje no mundo e investidores estrangeiros forçaram ajustes substanciais em ativos domésticos.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,33 ponto percentual, a 14,82% ao ano, depois de bater 14,93% na máxima. O vencimento janeiro 2011 teve valorização de 0,48 pontos, apontando, 14,92%, e Janeiro 2012 projetava 14,99%, ganho 0,60 ponto percentual.

Entre os contratos curtos, o vencimento para novembro 2008 fechou com alta de 0,02 ponto, a 13,67%. Dezembro de 2008 cedeu 0,01 ponto, para 13,84%, e o DI para janeiro de 2009 ficou estável, fechando a 14% ao ano.

Até as 16h05, antes do ajuste final de posições, foram negociados 627.005 contratos, equivalentes a R$ 53,15 bilhões (US$ 25,88 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 322.790 contratos, equivalentes a R$ 27,24 bilhões (US$ 13,26 bilhões).

A piora do quadro de confiança dos investidores veio com a disseminação da crise financeira para bancos europeus, como o Fortis e o hipotecário Hypo, da Alemanha, que precisou de socorro do governo alemão. Nem mesmo a aprovação do plano de resgate, no total de US$ 700 bilhões, aprovado pelo congresso americano para sanear o sistema financeiro foi capaz de acalmar os mercados.

Alexandre Horstmann, diretor de gestão da Meta Asset Management, afirma que além da saída de capital estrangeiro para ativos menos arriscados, como os treasuries dos EUA, o mercado também passa por um ajuste estrutural, pois o comércio internacional deve sofrer com a desaceleração econômica tanto dos Estados Unidos como da Europa, o que pode pressionar o câmbio. O dólar mais alto tem pressão sobre a inflação, o que exigiria, no futuro, uma taxa mais alta de juros, daí o aumento das taxas futuras.

"Agora todo mundo quer se desalavancar ao mesmo tempo e ninguém quer tomar risco. A crise atravessou o Atlântico, alcançou a Europa e agora o mercado vai começar a monitorar a China", prevê Horstmann.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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