SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros de vencimento longo encerraram a terça-feira apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Segundo o economista do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, a queda nos vencimentos acompanha a melhora de humor nos mercados brasileiros, com o dólar apontando para baixo e o Ibovespa retornando ao território positivo.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,06 ponto, a 14,60% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,09 ponto, para 14,27%. E janeiro 2012 perdeu 0,10 ponto, para 13,96%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 subiu 0,02 ponto, para 12,87%. Outubro de 2008 ganhou 0,02 ponto para 13,18%. Novembro de 2008 encerrou a 13,35%, com alta de 0,01 ponto. E o DI para janeiro de 2009 desvalorizou 0,01 ponto, para 13,79% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 393.750 contratos, equivalentes a R$ 33,24 bilhões (US$ 20,33 bilhões), montante 53% maior que o registrado ontem e o maior desde a terça-feira passada. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 174.435 contratos, equivalente a R$ 14,46 bilhões (US$ 8,84 bilhões).

Segundo Neto, a liquidez melhorou um pouco, mas a oscilação da curva ainda é bastante limitada. Segundo o especialista, os fundamentos ajudam a empurrar as taxas para baixo, mas a instabilidade externa retém uma queda mais expressiva nos vencimentos. Apesar da inflação mais baixa, o ambiente é de insegurança por conta do cenário externo turbulento.

Hoje, o dia começou bastante negativo, com forte alta no dólar e queda nas bolsas, depois que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) norte-americano subiu mais do que o esperado em julho, elevando a preocupação com a possibilidade de uma alta de juros nos Estados Unidos.

No entanto, a preocupação com juros maiores nos EUA foi deixada de lado depois que a construção de novas moradias atingiu o menor patamar em 17 anos. Com o sinal de economia fragilizada nos EUA, os investidores venderam dólares e correram para o euro e as commodities.

Por aqui, tal movimento resultou em alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e queda do dólar ante o real.

(Eduardo Campos | Valor Online)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.