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Mercados: DIs longos acompanham commodities e fecham em baixa

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros com prazos mais dilatados devolveram os ganhos registrados no período da manhã e fecharam a quinta-feira com leve baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

Ao final do dia, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,01 ponto, a 14,68% ao ano. O vencimento janeiro 2011 perdeu 0,04 pontos, a 14,22%. E janeiro 2012 também desvalorizou 0,04 ponto, para 13,86%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 avançou 0,02 ponto, para 12,87%. Outubro de 2008 subiu 0,01 pontos, para 13,27%. Novembro de 2008 encerrou a 13,48%, com alta de 0,04 ponto. E o DI para janeiro de 2009 fechou estável a 13,90% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 377.430 contratos, equivalentes a R$ 30,48 bilhões (US$ 18,80 bilhões), montante 20% menor do que o movimento ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 195.930 contratos, equivalente a R$ 16,29 bilhões (US$ 10,05 bilhões).

Segundo o economista do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, os vencimentos acompanharam, basicamente, o preço das commodities no mercado externo, que subiram pela manhã e recuaram no decorrer da tarde.

O preço do petróleo caiu forte depois da divulgação dos estoques de gás natural, que subiram acentuadamente na semana. Além disso, o sinal de força da economia norte-americana, que cresceu acima do esperado no segundo trimestre, deu novo fôlego ao dólar, levando os investidores a sair das matérias-primas.

No entanto, o economista indica que as curvas seguem oscilando dentro de uma faixa bastante estreita, refletindo um cenário praticamente dado para as taxas de juros. Isso também explica a baixa liquidez das últimas semanas.

De acordo com Neto, como existe consenso quanto à próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) os prêmios na curva estão mais apertados, ou seja, não há espaço para grandes apostas.

Depois da reunião do Copom e da apresentação da ata, devemos ter uma movimentação maior no mercado, resume o especialista, lembrando que as discussões quanto ao rumo da Selic devem ser mais acaloradas antes da decisão de outubro.

Para o encontro dos dias 9 e 10 de setembro, a expectativa é de novo reajuste de 0,75 ponto percentual na Selic, atualmente fixada em 13% ao ano.

Neto também aponta outras duas questões que ajudam a formar as apostas e, conseqüentemente, a estrutura de juros. A primeira é até quando o BC sobe a taxa - se dezembro ou janeiro de 2009. E a segunda é quando ele começa a cortar a Selic novamente - se terceiro ou no quarto trimestre do ano que vem.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza hoje leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). De acordo com o resultado prévio, das 800 mil LTNs ofertadas, 550 mil foram vendidas, girando R$ 448 milhões. O leilão de NTN-F teve maior aceitação, com todas as 450 mil notas ofertadas tomadas pelo mercado, movimentando R$ 400 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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