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Mercados: DIs invertem e se ajustam para baixo na BM F

SÃO PAULO - A influência do comportamento do dólar no mercado local sobre os contratos de Depósitos Interfinanceiro (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) ficou claríssima nesta jornada. Até o momento em que o dólar sustentou valorização, todas as taxas avançaram com força, tendo alcançado o teto estabelecido pela BM & F ainda pela manhã.

Valor Online |

A moeda e taxas se estabilizaram em queda depois que o Banco Central (BC) mostrou que pretende colocar US$ 50 bilhões em swap cambial, em programa suplementar de leilões, conforme a necessidade do mercado. Além dos cerca de US$ 16 bilhões já colocados em operações desse tipo, o mercado ficou um pouco mais calmo em saber que a autoridade monetária não economizará em colocações do tipo.

Para o mercado de juros, a baixa do dólar diminuiu um ponto central de incerteza, que é a pressão inflacionária, sobretudo no curto prazo. Nos contratos de longo prazo o segmento de juros sofreu muito ontem com possível zeragem compulsória de um fundo, operação que não foi confirmada pela BM & F.

O gerente de mesa de renda fixa de uma corretora paulistana, que prefere não ser identificado, disse que a abertura de hoje foi uma continuidade de ontem. Como os mercados asiático, europeu e americano, apontaram perdas, esperava-se o mesmo nível de aversão a risco por aqui, com novas saídas de estrangeiros.

Com o mercado de dólar mais calmo, no entanto, os DIs também conseguiram implementar um ajuste de baixa das taxas, que estavam completamente distorcidas, na avaliação dos analistas.

Até as 16h30, antes do ajuste final de posições, foram negociados 843.605 contratos, equivalentes a R$ 71,540 bilhões (US$ 30,249 bilhões). O vencimento mais líquido nesta jornada foi o de janeiro de 2010, com 358.185 contratos negociados.

Ao final dos negócios, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 caiu 0,37 ponto percentual, para 15,85%. Janeiro 2011 declinou 0,54 ponto, a 16,30%. Já o vencimento de janeiro de 2012 apontava taxa de 16,80% ao ano, com ajuste de baixa de 0,63 ponto percentual, mas o contrato chegou a marcar juro de 18,93% na máxima permitida pela BM & F.

Todos esses três contratos voltaram a tocar no limite de alta estabelecido pela Bolsa de futuros. A partir disso, as negociações continuam, mas apenas para operações que se concretizem a taxas menores do que a estabelecida no teto do dia.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 14,02%, queda de 0,13 ponto. O DI para janeiro de 2009 era negociado a 14,16%, declínio de 0,29 ponto. Tendo em conta que esses contratos revelam expectativas de mercado em relação à política monetária de curto prazo, a avaliação de analistas é de que não há espaço para grandes exageros, pois as apostas indicam arrefecimento ou mesmo paralisação do ciclo de alta da Selic até o fim deste ano.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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