Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: DIs ignoram instabilidade externa e têm novo dia de baixa

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros registraram mais um pregão de baixa na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), com os investidores apostando que o agravamento da crise externa levará a um afrouxamento da política monetária. Os vencimentos perderam prêmios apesar da instabilidade externa e da valorização do dólar.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava queda de 0,10 ponto percentual, a 14,37% ao ano. Tal patamar de taxa não era observado desde o começo de junho. O vencimento janeiro 2011 teve desvalorização de 0,20 pontos, apontando, 14,13%. E Janeiro 2012 projetava 13,99%, com perda de 0,18 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para novembro 2008 fechou estável a 13,63%. Dezembro de 2008 recuou 0,02 ponto, para 13,84%, e o DI para janeiro de 2009 encerrou apontando 13,98% ao ano, baixa de 0,03 ponto.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 718.340 contratos, equivalentes a R$ 62,20 bilhões (US$ 32,49 bilhões). Esse é o maior número negociado desde o dia 18 de setembro. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 279.465 contratos, equivalentes a R$ 23,62 bilhões (US$ 12,33 bilhões).

Segundo a economista da Tendências Consultoria Marcela Prada, o momento ainda é de muita incerteza com relação ao impacto da crise externa no cenário de inflação.

Por um lado, a expectativa de desaceleração global da atividade ajuda a conter a pressão de preços, mas, por outro, o aumento da aversão ao risco gera uma depreciação cambial, que tem efeito negativo sobre os preços. "Está difícil saber o que vai prevalecer", afirma.

Marcela aponta que duas possibilidades completamente opostas se desenham. Uma de juros menores em função da acomodação da inflação e da atividade. E outra de continuado aperto monetário como forma de combater a depreciação cambial.

Na avaliação da especialista, a recente valorização da moeda, que subiu 16,45% somente em setembro e mais de 20% nos últimos dois meses, já deve começar a impactar a inflação de curto prazo.

A economista também afirma que a Tendências mantém a previsão de mais duas elevações de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros até o final do ano, o que implica em Selic a 14,75% no fechamento de 2008. Para 2009, a projeção da consultoria é de taxa básica em 15%, com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou hoje leilão de troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Nenhuma das 500 mil LFT foi tomada e apenas 300 mil LTNs foram aceitas de um total de 3 milhões colocadas à disposição. A operação movimentou R$ 262 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG