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Mercados: DIs ignoram alta do dólar e têm forte queda na BM F

SÃO PAULO - Descolados da valorização do dólar e das perdas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os contratos de juros futuros fecharam o dia apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,15 ponto percentual, para 14,86%.

Valor Online |

Janeiro 2011 fechou com perda de 0,06 ponto, para 15,62%, e janeiro 2012 apontava 15,76%, queda de 0,17 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,30%, queda de 0,05 ponto percentual. Já o DI para janeiro de 2009 recuou 0,04 ponto, para a 13,51%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 659.270 contratos, equivalentes a R$ 60,74 bilhões (US$ 28,48 bilhões), montante quase três vezes maior que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 171.080 contratos, equivalente a R$ 14,65 bilhões (US$ 6,39 bilhões).

Para um gestor de renda fixa que prefere não se identificar, o comportamento das curvas indica que a expectativa dominante no mercado é de que a crise externa vai atingir o Brasil de forma acentuada.

"O mercado está colocando na conta um desaquecimento bastante forte da economia interna e isso está fazendo com que os juros recuem e a Bovespa caia", resume.

Segundo o especialista, olhando o que aconteceu no mercado externo e o que o está acontecendo por aqui, é visível uma repetição de cenário, mas com uma defasagem de tempo de alguns meses. "Não tem como fugir disso, a economia brasileira está no contexto internacional", resume o gestor, lembrando que a economia brasileira também aproveitou a época de bonança mundial de crescimento e crédito farto.

Ainda levando em conta os desdobramentos da crise nos Estados Unidos e na Europa, o gestor aponta que o próximo passo aqui dentro é a redução da taxa de juros. "O BC vai ter que mudar sua política de juros."
Para o gestor, conforme novos indicadores forem confirmando essa desaceleração da economia brasileira, cresce a chance o BC anunciar uma redução na Selic, atualmente fixada em 13,75%, já na reunião de dezembro.

Segundo o especialista, sempre tendo como base a dinâmica externa da crise, dentro de um ou dois meses a inflação no mercado interno deve começar a recuar, como aconteceu em outros países. A ressalva é a valorização do dólar, que pode atrasar um pouco tal movimento.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realizou leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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