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Mercados: DIs firmam movimento de baixa na BM F

SÃO PAULO - Depois de um começo de pregão bastante instável, os contratos de juros futuros operam em baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Além da valorização do dólar e da instabilidade externa, os agentes também assimilam dados sobre a economia doméstica, como as vendas no varejo e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Valor Online |

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 cedia 0,14%, a 14,87%, depois de subir a 15,12%. Janeiro 2011 tinha queda de 0,05 ponto, a 15,63%. E janeiro 2012 apontava 15,82%, recuo de 0,11 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,30%, baixa de 0,05 ponto. E o DI para janeiro de 2009 aumentava 0,01 ponto, projetando 13,56%.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que as vendas no varejo brasileiro avançaram 1,2% em setembro, seguindo elevação de 1,1% em agosto.

Segundo o analista da Itaú Corretora, Maurício Oreng, os dados de setembro ainda não captaram com toda a intensidade o aperto de crédito no Brasil, decorrente da crise financeira internacional. " Esses dados estão refletindo uma situação passada, antes de uma mudança na economia " , avalia.

Na visão do especialista, a partir de outubro, os indicadores de atividade, incluindo o comércio varejista, devem começar a aterrissar. " Tem um truncamento da atividade e as vendas vão passar a refletir isso. "
Avaliando o cenário de política monetária, Oreng aponta que o Banco Central (BC) deve manter a posição de observação, segurando a taxa de juros em 13,75% na reunião de dezembro.

Para o analista, a possibilidade de uma retração econômica maior do que a planejada continua existindo e esse foi o principal motivo que levou à pausa no processo de reajuste de juros.

Além da atividade, o BC também acompanha de perto o comportamento da inflação. Oreng não descarta uma retomada no movimento de alta de juros caso as expectativas de preços se deteriorem de forma muito acentuada. " Mas tem que ser uma elevação muito grande ou a formação de uma tendência consistente de alta. "
Tendo como base o cenário atual, o analista do Itaú acredita que o BC pode até começar a cortar os juros em 2009, reagindo à desaceleração econômica proveniente do choque externo.

Oreng lembra que, em agosto, a previsão da Itaú Corretora era de crescimento de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Agora, esse número foi revisado para 2,6%. " E isso deve ajudar a trazer a inflação para baixo. "
Ainda de acordo com o analista, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve seguir acima de 5% pelos próximos dois anos, ou seja, acima do centro da meta fixado em 4,5%. " Isso não é nenhuma tragédia. Tendo em vista o impacto do choque externo, principalmente sobre o câmbio, é aceitável e também é compatível com queda de juros. "
Os agentes também receberam o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo, que subiu 0,58% na segunda quadrissemana do mês, praticamente estável com relação à leitura anterior.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional tem agendado para hoje, leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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