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Mercados: DIs fecham estáveis, com inflação e preço de commodities

SÃO PAULO - Depois de um pregão de forte volatilidade, os contratos de juros futuros encerraram a quarta-feira próximos da estabilidade na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O posicionamento dos agentes ficou dividido entre a divulgação de novos indicadores apontando recuo na inflação e a alta do petróleo e outras commodities, o que prejudica a perspectiva futura para os preços.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, encerrou com alta de 0,01 ponto, a 14,69% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou estável a 14,26%. E janeiro 2012 desvalorizou 0,02 ponto, para 13,90%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 recuou 0,01 ponto, para 12,85%. Outubro de 2008 subiu 0,01 pontos, para 13,26%. Novembro de 2008 encerrou a 13,44%, também com alta de 0,01 ponto. E o DI para janeiro de 2009 teve aumento de 0,02 ponto, encerrando a 13,90% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 447.365 contratos, equivalentes a R$ 37,94 bilhões (US$ 23,17 bilhões), montante 30% maior do que o movimento ontem e o maior desde o dia 8 de agosto. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 184.210 contratos, equivalente a R$ 15,31 bilhões (US$ 9,35 bilhões).

Para o professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, existe espaço para o preço das matérias-primas avançar mais um pouco, mas não para patamares que sejam prejudiciais à dinâmica da inflação. Não acredito que esse aumento que está por vir possa prejudicar a inflação. Ele será pequeno e diluído no tempo.

Segundo o professor, o preço das commodities já perdeu o seu componente financeiro e agora volta a seu formato natural, ou seja, aquele determinado pela relação entre oferta e demanda. Mas o patamar seguirá superior àquele observado há um ou dois anos, pois a realidade mudou. O consumo segue elevado principalmente pelos mercados emergentes.

Voltando o foco para a condução da política monetária, Leite acredita que mesmo com a recente melhora nos índices de inflação, o Banco Central segue com a política de aperto monetário, porém o ritmo de ajuste pode ser reduzido.

Para o especialista, o colegiado do Banco Central pode anunciar uma alta de 0,5 ponto percentual na Selic na reunião de setembro ao invés de manter o passo de 0,75 ponto instituído na reunião de julho.

Na visão do professor, a forte desaceleração nos preços no acatado vai chegar ao varejo, mudando a perspectiva para o comportamento da inflação no decorrer do ano.

Para fundamentar sua tese, o especialista cita a variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) em agosto, que foi divulgado hoje. O indicador apresentou deflação de 0,32% no mês, depois de uma alta de 1,76% em julho.

Ainda de acordo com Leite, o Banco Central brasileiro se antecipou no combate à inflação em comparação com outras autoridades monetárias e isso pode se traduzir em benefícios futuros. Esse movimento antecipado pode ser bom para o país no ano que vem, pois teremos inflação controlada e os efeitos colaterais da alta de juros já estariam diluídos.

Extrapolando sua avaliação de cenário para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Leite acredita que a combinação de inflação sobre controle e commodities recuperando preço abre espaço para uma retomada do Ibovespa.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou hoje a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B). A liquidação aconteceu por meio da transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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