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Mercados: DIs fecham em baixa acompanhando dólar e cena externa

SÃO PAULO - Alinhados à melhora de humor generalizada que veio com o resgate do Citigroup, os contratos de juros futuros fecharam a segunda-feira com forte queda na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,22 ponto percentual, para 14,66%.

Valor Online |

Janeiro 2011 fechou com perda de 0,25 ponto, para 15,45%, e janeiro 2012 apontava 15,71%, com desvalorização de 0,19 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 destoava do restante do mercado avançando 0,04 ponto percentual, para 13,11% ao ano. E o DI para janeiro de 2009 apontava estabilidade, a 13,52%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 280.255 contratos, equivalentes a R$ 24,73 bilhões (US$ 10,18 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 120.060 contratos, equivalentes a R$ 10,32 bilhões (US$ 4,25 bilhões).

Ontem à noite, o governo nos Estados Unidos resolveu intervir no Citigroup, que passava por forte crise de confiança. Utilizando recursos do plano de US$ 700 bilhões, o governo injetará US$ 20 bilhões no Citi e garantirá centenas de bilhões de dólares em ativos de risco que estão na carteira do banco.

Segundo o gestor da Brascan Gestão de Ativos, Luiz Fernando Romano, as curvas de juros futuros se ajustaram ao humor do mercado, principalmente à queda no preço do dólar, que perdeu mais de 5% ante o real nesta segunda.

Romano lembra que os sinais de desaquecimento da economia brasileira já vinham segurando a curva em baixa na semana passada e que dias como o de hoje acentuam a queda nos prêmios de risco.

Ainda de acordo com o gestor, o Comitê de Política Monetária (Copom), que tem reunião marcada para os dias 9 e 10 de dezembro, deve votar pela manutenção da Selic em 13,75% ao ano e manter tal postura enquanto aguarda novos dados para poder confirmar o ritmo de desaceleração da atividade econômica.

Outro fator que exige tempo para se consolidar é a trajetória da inflação. Romano aponta que os índices de preço, apesar de pressionados pelo dólar, também captam as commodities mais baratas e o crescimento menos acelerado economia.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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