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Mercados: DIs encerram a quarta-feira sem tendência definida

SÃO PAULO - O forte movimento de alta observado no período da manhã não se sustentou e os contratos de juros futuros fecharam a quarta-feira sem tendência definida na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,02 ponto percentual, a 14,82% ao ano, depois de bater 14,98% na máxima.

Valor Online |

O vencimento janeiro 2011 teve valorização de 0,03 pontos, apontando 14,85%. E Janeiro 2012 projetava 14,81%, aumento de 0,09 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 caiu 0,04 ponto, para R$ 13,61%. Novembro 2008 fechou com baixa de 0,02 ponto, a 13,65%. Dezembro de 2008 encerrou com ganho de 0,01 ponto, a 13,88%, e o DI para janeiro de 2009 perdeu 0,01 ponto, fechando a 14,07% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 388.880 contratos, equivalentes a R$ 32,65 bilhões (US$ 17,89 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 192.855 contratos, equivalentes a R$ 16,17 bilhões (US$ 8,86 bilhões).

Além da instabilidade externa e do comportamento do dólar, as curvas também assimilaram, hoje, o primeiro movimento do Banco Central para conter os efeitos da restrição internacional de crédito na economia brasileira.

A autoridade monetária flexibilizou os compulsórios (parcela de recurso que os bancos não podem emprestar) incidentes sobre depósitos à vista, a prazo e de poupança, o que deve resultar na liberação de R$ 5,2 bilhões no mercado já na semana que vem. Também foi revista a política de alíquotas de recolhimento compulsório sobre os depósitos interfinanceiros feitos pelas empresas de leasing, o que pode somar mais R$ 8 bilhões ao caixa disponível dos bancos.

Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, com tal medida, o Banco Central acena com a possibilidade de ajuste menor na taxa de juros brasileira.

O especialista lembra que o BC se preparava para restringir ainda mais a expansão do crédito, só que foi pego no meio do caminho por um acentuado problema de liquidez global, que está encarecendo e restringindo o crédito no mercado interno. "O BC deu a entender que não colocará uma medida adicional de restrição ao crédito", afirma.

De acordo com o economista, o cenário externo volta a ajudar o Banco Central na condução da política monetária. O primeiro auxílio exógeno veio com a queda no preço das commodities e, agora, os problemas de crédito também favorecem o viés de política monetária restritiva que vem sendo imposto pelo BC.

Para Serrano, a idéia de que o BC será menos agressivo no aperto monetário ganha força se for levado em conta que o efeito da alta de juros que teve início em abril vai se intensificar agora no lado real da economia. "Por isso, o BC pode parar de subir os juros mais cedo e deve reduzir o ritmo de alta na próxima reunião", afirma.

Vale lembrar que no último dia 10 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic pela quarta vez no ano, fixando o juro básico em 13,75% ao ano. Até abril, a taxa era de 11,25%. O próximo encontro do colegiado está marcado para os dias 28 e 29 de outubro.

O economista também chama atenção para o que pode vir a ser um fato incomum na política monetária brasileira durante períodos de crise. Geralmente, o BC enfrentou as turbulências com juros mais elevados. Agora, pode parar de subir os juros e, no médio prazo, até mesmo acompanhar outras autoridades monetárias e estimular a economia via reduções no custo do dinheiro.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou a segunda etapa do leilão de venda Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), que acontece por meio da transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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