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Mercados: DIs devolvem queda e fecham segunda-feira estáveis

SÃO PAULO - O movimento de queda observado na abertura dos negócios perdeu força no decorrer do dia e os contratos de juros futuros encerram a segunda-feira próximos da estabilidade.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontou alta de 0,01 ponto, a 14,66% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou estável a 14,36%. E janeiro 2012 perdeu 0,02 ponto, para 14,06%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 subiu 0,03 ponto, para 12,85%. Outubro de 2008 subiu 0,01 ponto para 13,16%. Novembro de 2008 encerrou a 13,34%, sem alteração. E o DI para janeiro de 2009 valorizou 0,01 ponto, para 13,80% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 257.085 contratos, equivalentes a R$ 21,77 bilhões (US$ 13,28 bilhões), um dos menores volumes do ano. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 115.705 contratos, equivalente a R$ 9,59 bilhões (US$ 5,85 bilhões).

O analista de renda fixa do FinaBank, Rodrigo Betti Marques, chama atenção para o baixo volume negociado, algo que é observado desde a semana passada. De acordo com o especialista, faltam indicadores de peso que levem os investidores a fazer novas apostas sobre o rumo das taxas de juros.

Na avaliação do analista, os dados apresentados hoje não trouxeram novidade. A revisão nas projeções do boletim Focus (compêndio de previsões do mercado) foi pouco expressiva, com uma leve melhora na expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no encerramento do ano, que passou de 6,45%, para 6,44%. Para 2009, o prognóstico segue em 5%, pela quinta semana seguida.

Os investidores também receberam o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que recuou de 0,44%, na abertura do mês, para 0,34%. E o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), que apresentou alta de 0,38% em agosto, caindo dos 2% observados em julho.

Para Marques, o que deve ditar o rumo dos juros no decorrer na semana é o cenário externo, onde a agenda reserva novos indicadores sobre a inflação nos Estados Unidos, e os investidores reagem aos problemas no setor financeiro norte-americano.

Quanto à condução da política monetária, o analista afirma que as apostas sobre atuação do Banco Central estão divididas entre nova alta de 0,75 ponto percentual ou redução do ritmo para 0,5 ponto na reunião de setembro.

De acordo com Marques, a queda nos índices de inflação reforça a idéia de que uma alta de juros radical não seja mais necessária, mas, por outro lado, a economia ainda apresenta um elevado ritmo de crescimento puxado pelo consumo, o que garante maior cautela por parte do BC.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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