SÃO PAULO - Os contratos futuros de Depósitos Interbancários (DIs) operam na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) com pequenos ajustes nesta jornada. A trajetória de cada um dos contratos, no entanto, está oscilando bastante.

O cenário instável lá fora, embora um pouco menos caótico, continua dando a orientação para os contratos de longo prazo, enquanto o rumo do dólar e um possível efeito para a inflação guiam as transações com os vencimentos curtos.

Instantes atrás, o DI com vencimento em janeiro de 2010, o mais líquido, apontava queda de 0,14 ponto percentual, a 14,68% ao ano. Para janeiro de 2011, a baixa era de 0,05 ponto para 14,87%. O DI de janeiro de 2012 era negociado a 14,97% ao ano, com recuo de 0,07 ponto percentual. Entre os curtos, o vencimento de dezembro e janeiro de 2009 apontavam estabilidade, a 13,84% e 14% ao ano, respectivamente.

Ures Folchini, vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, comenta que o segmento de juros ainda está dividido, por um lado, pela pressões de risco geradas pela falta de liquidez internacional e, por outro lado, pela incerteza dos agentes em relação ao rumo da política monetária tendo em vista à possibilidade de recessão global e, ao mesmo tempo, a alta do dólar como componente de inflação.

Com isso, as únicas referências para o mercado têm sido volatilidade externa, falta de recursos que já ocorre aqui também, a aversão a riscos e a incerteza em relação ao futuro, tanto local quanto externo.

Na avaliação de Folchini, embora as decisões do governo anunciadas ontem para dar mais liquidez ao sistema financeiro local, ainda não há tendência para nenhum mercado. Todos os movimentos reagem diferentemente a cada nova notícia, em geral de forma drástica.

(Valor Online)

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