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Mercados: DIs curtos fecham com alta à espera de decisão do Copom

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros repetiram o comportamento apresentado na sessão de ontem. A divisão das apostas entre alta de 0,5 ponto percentual e 0,75 ponto na Selic promoveu o acúmulo de prêmios nos vencimentos curtos, enquanto os vencimentos de horizonte mais distante recuaram, alinhados a mais um dia de queda no preço das commodities.

Valor Online |

A decisão sobre o juro básico, a ser anunciada hoje pelo Copom, também resultou em maior negociação com os vencimentos mais próximos. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento outubro de 2008 foi o mais negociado, encerrando o dia com alta de 0,05 ponto, a 12,92%. O segundo mais transacionado foi o vencimento janeiro de 2009, que teve alta de 0,02 ponto, para 13,52%. Ainda na ponta curta, agosto de 2008 avançou 0,08 ponto, projetando 12,65%, e setembro de 2008 teve alta de 0,04 ponto, para 12,72%.

Entre os mais longos, janeiro de 2010 acabou com baixa de 0,02 ponto, a 14,91% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,08 ponto, a 14,82%. E janeiro 2012 também recuou 0,08 ponto, para 14,52%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.674.170 contratos, equivalentes a R$ 154,06 bilhões (US$ 97,43 bilhões), montante mais de duas vezes maior que o observado ontem. O vencimento de outubro de 2008 foi o mais negociado, com 455.700 contratos, equivalente a R$ 44,48 bilhões (US$ 28,13 bilhões).

Para o consultor do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria e professor da Trevisan Escola de Negócios, Pedro Raffy Vartanian, o Banco Central deve acelerar o ritmo de ajuste na taxa Selic anunciando uma alta de 0,75 ponto ao final da reunião de hoje. Com isso, a Selic passaria dos 12,25% atuais, para 13% aos ano.

Vartaniam apóia sua expectativa no próprio discurso do presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles, que indicou que a preocupação do BC é trazer a inflação de 2009 para o centro da meta, estabelecido em 4,5%. Atualmente, a expectativa, medida pelo Focus, aponta para inflação em 5%.

Ainda de acordo com o especialista, ao apertar o ritmo, o banco central também pode diminuir a duração do ciclo de aperto. Tem que ser um pouco mais agressivo agora para que depois não precise subir a taxa mais vezes.

No entanto, o consultor não descarta a probabilidade de ajuste de 0,5 ponto, dado que o efeito da taxa de juros sobre uma inflação importada (provocada pela alta mundial de alimentos e petróleo) é nulo.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou hoje a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). Para amanhã, estão agendados leilões de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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