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Mercados: DIs continuam apontando para cima na BM F

SÃO PAULO - A ausência de indicadores de inflação e do referencial externo limita o número de negócios com contratos de juros futuros na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). No entanto, as curvas encontram espaço para acumular prêmios, mesmo que marginalmente.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 avançava 0,01 ponto, para 13,48%. O DI para janeiro de 2010 operava com alta de 0,03 ponto, a 15,42%. Janeiro 2011 registrava estabilidade a 15,60%. E janeiro 2012 apontava 15,39%, avanço de 0,04 ponto.

Entre os contratos mais curtos, agosto, setembro e outubro de 2008 apresentavam estabilidade a 12,32%, 12,55% e 12,79%, respectivamente.

Desde a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de junho, que superou o teto das estimativas ao apontar inflação de 0,90%, os contratos futuros vêm acumulado prêmios, com o vencimento janeiro de 2010 superando e firmando posição acima do patamar de 15%, que era considerado uma barreira importante de alta.

A piora no cenário inflacionário nos últimos meses e a contínua deterioração nas expectativas mudou completamente a visão de mercado sobre o ciclo de aperto monetário.

Em abril, quando o Banco Central (BC) começou a subir a taxa Selic, a visão era de um ciclo curto de 150 pontos-base a 200 pontos-base de ajuste na taxa.

A inflação deu novo susto e as expectativas para 2009 também deterioraram, e a visão de aperto monetário foi prolongada de 200 pontos-base para 250 pontos a 300 pontos. Nesse meio tempo, também ganhou força a idéia de que o ajuste poderia ser feito de forma mais agressiva, com elevação de 0,75 ponto em vez do passo de 0,5 ponto adotado.

Agora que a piora da inflação parece confirmada em meio a um sentimento global bastante negativo quanto ao comportamento dos preços, os agentes começam a enxergar um ciclo de aperto monetário que ultrapassa 2008.

O Unibanco publicou relatório no qual reavalia suas estimativas, apontando que o BC deverá subir a Selic não mais em 300 pontos-base, mas sim em 400 pontos-base, encerrando o ciclo de aperto monetário no primeiro trimestre de 2009, com juro básico em 15,25% ao ano. Se confirmado, tal patamar de taxa será o maior desde meados de 2006.

Nossa simulação mostra que uma atuação mais conservadora será necessária para trazer a inflação ao consumidor para próximo do centro da meta, de 4,5%, em 2009 , disse o banco, que projeta IPCA em 4,8% para o próximo ano.

Ainda de acordo com o banco, dadas as circunstâncias, o elemento mais importante da política monetária é o total de aperto implementado, pois diferentes formas de se chegar aos 400 pontos têm efeito marginal na velocidade de convergência da inflação para o centro da meta. Por essa razão, apesar de um aperto maior, nós mantemos o cenário no qual o BC continuará subindo a Selic em 0,5 ponto percentual por reunião até março do ano que vem.

O passo que já começa a ser tomado é a revisão nas previsões de crescimento. Ontem mesmo, o novo secretário de Política Econômica (SPE), Nelson Barbosa, disse que o Ministério da Fazenda vai rever a projeção de 5% de crescimento da economia para 2009.

De acordo com o último boletim Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 4% no ano que vem, estimativa que é mantida há 12 semanas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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