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Mercados: DIs caem no aguardo de aprovação de plano de resgate nos EUA

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros acompanham a melhora de humor verificada em outros mercados e apontam para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O gestor da Brascan Gestão de Ativos (BGA), Luiz Fernando Romano, comentou que os investidores estão mais esperançosos de que o Congresso norte-americano aprovará o pacote de resgate ao setor financeiro e remontam algumas posições de risco. Tal movimento também é observado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que registra alta, e no câmbio, com o dólar perdendo valor ante o real.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,07 ponto percentual, a 14,75%. Janeiro 2011 tinha baixa de 0,13 ponto, a 14,72%. E janeiro 2012 apontava 14,64%, desvalorização de 0,17 ponto.

Na ponta curta, outubro, novembro e dezembro de 2008 não registravam negócios. E o DI para janeiro de 2009 projetava 14,05%, queda de 0,02 ponto percentual.

Apesar da melhora de sentimento, Romano lembra que o volume de negócios é muito baixo, o que deixa curva pouco representativa.

O movimento do dia é feito por investidores de curto prazo girando contratos conforme o humor. Segundo o especialista, ainda não há formação de apostas de longo prazo, pois todos esperam a efetiva aprovação do plano e como será feito o saneamento dos balanços dos bancos dos EUA.

A expectativa de aprovação cresceu depois do discurso do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que apelou para que democratas e republicanos deixassem suas diferenças de lado e aprovassem o pacote que prevê US$ 700 bilhões para salvar o setor financeiro.

Voltando o foco para o Brasil, Romano aponta que a idéia de que o ciclo de aperto monetário pode ser mais curto se consolida entre os agentes. Essa expectativa começou a tomar forma ontem, depois que o Banco Central (BC) flexibilizou algumas regras sobre depósitos compulsórios (parcela de recursos que os bancos não podem emprestar) para prover liquidez ao sistema financeiro.

De acordo com o gestor, o BC deve reduzir o ritmo de ajuste na Selic para 0,5 ponto percentual na reunião de outubro e implementar mais um ajuste de mesma magnitude em dezembro.

O que justifica os novos apertos na política monetária, nota Romano, é o forte ritmo de expansão da economia brasileira. Sinal claro disso foi obtido hoje, com dados sobre o mercado de trabalho.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a taxa de desemprego caiu para 7,6% no mês passado ante os 8,1% em julho. A queda contrariou as expectativas, que apontavam para estabilidade ou leve alta na taxa de desocupação. O IBGE observou que o desemprego foi o menor para um mês de agosto desde 2002, início da nova série.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realiza hoje leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). As propostas serão tomadas das 12h às 13h, com operação especial das 15h às 16h.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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