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Mercados: DIs apontam para cima refletindo instabilidade externa

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros recobraram os prêmios perdidos no começo da sessão e voltam a apontar para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os novos indicadores apontando menor inflação perdem importância e as curvas refletem, basicamente, a instabilidade externa e o efeito da aversão ao risco sobre a taxa de câmbio.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 avançava 0,06 ponto percentual, para 14,69%. Janeiro 2011 tinha alta de 0,14 ponto, a 14,59%. E janeiro 2012 apontava 14,44%, valorização de 0,15 ponto.

Na ponta curta, outubro de 2008 operava estável a 13,61%. Novembro de 2009 perdia 0,01 ponto, para 13,63%. Dezembro de 2009 subia 0,01 ponto, para 13,83%. E janeiro de 2009 era negociado a 14,02%, alta de 0,03 ponto.

Pela manhã foi apresentado o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), que registrou deflação de 0,42% em setembro, seguindo aumento de 0,38% em agosto. Os investidores também receberam o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que aumentou 0,04% na segunda medição de setembro, resultado em linha com o esperado.

A agenda interna de indicadores também contou com as vendas no comércio varejista. O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostrou que as as vendas recuaram 0,2% em julho em comparação com junho, marcando a primeira queda em quatro meses.

Para os próprios técnicos do IBGE, a retração no comparativo mês a mês já reflete as maiores taxas de juros no mercado interno. Uma tendência de baixa não deve ser observada, pois os prazos de financiamento no comércio não foram reduzidos.

No entanto, o analista de renda fixa da FinaBank, Rodrigo Betti Marques, comentou que os dados têm pouca relevância na formação dos juros futuros. O que dá a inclinação nas curvas é o front externo, onde ainda existe bastante incerteza sobre as instituições financeiras norte-americanas, em especial com a seguradora AIG, que precisa levantar bilhões de dólares para seguir operando.

Por ora, parte do sentimento negativo do dia é aplacado pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, promoverá uma redução na taxa básica de juro no seu encontro que acontece hoje. Atualmente, a taxa básica de juro dos EUA está em 2% ao ano.

Marques observou que essa nova rodada da crise de crédito nos Estados Unidos ainda não altera a expectativa quanto à condução da política monetária brasileira. Para ele, o BC deve reduzir o ritmo de ajuste na taxa Selic para 0,5 ponto percentual já na reunião de outubro.

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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