F - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: DIs acompanham dólar e registram baixa na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de Depósitos Interbancários (DIs) mostram ajuste de queda neste pregão, movidos pela desvalorização da cotação do dólar. Com as atuações do BC no câmbio desde ontem, a leitura dos investidores é de que há menos risco de pressão inflacionária e, portanto, menos chance de continuidade do aperto monetário.

Valor Online |

A tensão menor nas bolsas internacionais também amparou o movimento.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,09 ponto percentual, a 14,83%. Janeiro 2011 tinha baixa de 0,08 ponto, a 15,15%. E janeiro 2012 apontava 15,45%, declínio de 0,09 ponto.

Na ponta curta, novembro de 2008 operava com baixa de 0,04 ponto percentual, a 13,69%. Dezembro de 2008 marcava 13,81%, redução de 0,05 ponto. O DI para janeiro de 2009 era negociado a 13,98%, recuo de 0,02 ponto.

O aumento de aversão a risco e a forte valorização da moeda americana desde segunda-feira vinham pressionando significativamente as taxas dos DI negociados na BM & F - os contratos mais longos, de 2011 e 2012, já apontavam juro a quase 16%. O ajuste das taxas foi observado com a correção do dólar perante o real.

No câmbio, o ajuste é atribuído à venda de moeda pelo BC. Com a liquidez muito enxuta e uma disputa entre compradores, a divisa chegou a subir quase 20% nos sete primeiros dias de outubro. Ontem, a autoridade monetária lançou mão das reservas para atender à demanda por dólares pela primeira vez em cinco anos. Foram feitos três leilões e estima-se que tenha sido colocado cerca de US$ 1,5 bilhão no mercado.

Hoje, o BC voltou a vender moeda e logo mais fará um leilão de swap cambial. "Com o dólar mais controlado, sai a componente de inflação e entra mais forte a componente desaceleração, devido à redução da oferta de crédito", diz Sergio Machado, gestor da Vetorial Asset.

A previsão ainda é de volatilidade, mas os analistas começam a ponderar que talvez tenha passado a histeria observada nos primeiros dias desta semana. Lá fora, as incertezas ainda são grandes e a relação dos ativos brasileiros com a aversão a risco de estrangeiros e locais continua elevada.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG