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Mercados despencam com temor de recessão

Por Claudia Parsons NOVA YORK (Reuters) - Dados econômicos sombrios e alertas do Federal Reserve de que tempos difíceis ainda estão por vir apagaram o relativo otimismo dos dois últimos dias e derrubaram os mercados nesta quarta-feira.

Reuters |

O Dow Jones desmoronou 7,9 por cento e o S&P 500 derreteu 9 por cento --pior queda diária percentual desde outubro de 2007. As perdas devolveram a alta recorde de segunda-feira impulsionada pelo ânimo com os planos de resgate de bancos.

O chairman do Fed, Ben Bernanke, alertou que as turbulências nos mercados de crédito representam uma "ameaça significativa" para uma economia já enfraquecida. Novos dados reforçaram os sinais de mais desaceleração.

As ações européias perderam 6 por cento e o petróleo caiu mais de 4 dólares, para o menor nível em 13 meses, a 74,54 dólares.

França, Inglaterra e Alemanha lideraram os pedidos por uma revisão do sistema financeiro internacional para evitar a repetição da maior crise financeira desde a Grande Depressão.

A Casa Branca afirmou que líderes do Grupo dos Oito (G8) devem se reunir para discutir a crise até o final do ano.

Os Estados Unidos reportaram a maior queda mensal das vendas no varejo em mais de três anos.

Governos de todo o mundo prometeram 3,2 trilhões de dólares em medidas emergenciais, incluindo a aquisição de parcela de bancos para ajudá-los a se estabilizar.

Mas o otimismo do início da semana deu rapidamente espaço para temores de que as principais economias do mundo caminham para uma recessão, apesar das intervenções dos governos.

"Ao restringir o fluxo de crédito para as famílias, empresários e governos locais, a turbulência nos mercados financeiros e as pressões sobre as instituições financeiras representa uma ameaça significativa ao crescimento econômico", disse Bernanke.

Sugerindo espaço para mais cortes na taxa de juro, Bernanke acrescentou que as preocupações sobre a inflação estão diminuindo. Ele afirmou que levará tempo para restaurar os fluxos normais de crédito.

Ativos vistos como seguros como ouro e os Treasuries de curto prazo subiram com os investidores fugindo das ações mais arriscadas.

"A questão é quanto a crise de crédito já afetou a economia real", destacou Scott Vergin, gerente de portfólio da Thrivent Financial, em Minneapolis.

Em Bruxelas, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e a chanceler alemã, Angela Merkel, apoiaram a proposta do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de realizar uma reunião e renovar as estruturas financeiras acordadas na conferência de Bretton Woods em 1944.

"Acredito que um fórum para decidir sobre os grandes desafios na economia internacional pode ser agendado nos próximos meses", afirmou Brown no início de uma conferência de dois dias da União Européia.

No encontro, Sarkozy afirmou que a UE, sem exceção, aprovou as medidas do Eurogrupo decididas no último domingo. O presidente francês afirmou ainda que a UE foi unânime no pedido de realização de um encontro mundial, "um novo Bretton Woods".

O G8 afirmou em comunicado que mudanças no regime regulatório são necessárias e que o grupo pode ter um encontro entre os líderes de países-chave "em um momento apropriado no futuro próximo para adotar uma agenda de reformas."

DADOS APONTAM RECESSÃO

Sinais de uma forte recessão surgiram nesta quarta-feira.

O governo norte-americano afirmou que as vendas no varejo despencaram 1,2 por cento em setembro, a maior queda mensal em três anos, e os preços no atacado caíram 0,4 por cento. A atividade manufatureira em Nova York também caiu em outubro.

O Livro Bege do Fed apontou que a atividade econômica enfraqueceu em todo o país em setembro, à medida que os empresários revisaram investimentos e consumidores cortaram gastos.

O banco norte-americano JPMorgan Chase informou que o lucro despencou 84 por cento no terceiro trimestre, enquanto o Wells Fargo & Co reportou uma queda de 25 por cento nos resultados.

O desemprego britânico subiu para 5,7 por cento, maior nível em oito anos, segundo dados do governo. E o crescimento na Alemanha ficará apenas levemente acima de zero em 2009 segundo o ministro das Finanças, Peer Steinbrueck.

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