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Mercados: Descolada de Nova York, Bovespa fecha com alta de 0,95%

SÃO PAULO - Descolada da instabilidade externa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana em território positivo, defendendo o patamar de 60 mil pontos pelo terceiro pregão consecutivo. O Ibovespa fechou o dia com alta de 0,95%, aos 60.720 pontos. O giro financeiro segue baixo e somou R$ 4,30 bilhões.

Valor Online |

Segundo o diretor da Indusval Corretora, José Costa Gonçalves, há dois ou três dias já se observa uma melhora, mesmo que modesta, no fluxo de recursos externos para a Bovespa.

Costa divide os estrangeiros em dois grupos. Aqueles que atuam no intradia (day trade) e aqueles que têm posições de médio e longo prazo. Na avaliação do especialista, os que atuam no intradia pararam as vendas e os não-residentes com visão de longo prazo começam a formar posições, principalmente na chamada segunda linha. O pessoal exagerou na venda e agora vem atrás de oportunidades com preços atrativos, diz o executivo.

Em Wall Street, o setor financeiro continua pesando sobre o humor do investidor. Depois de uma breve comemoração por conta da ajuda dada às financeiras hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, os investidores voltaram a se questionar sobre quem será o próximo a precisar de auxílio do governo. Depois de subir cerca de 1% no começo dos negócios, o Dow Jones fechou o dia com perda de 0,41%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 1,17%.

No domingo, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, liberou a janela de redesconto para as duas empresas enquanto o Tesouro saiu em busca de apoio no Congresso para elevar a linha crédito e para poder comprar ações tanto da Fannie Mae quanto da Freddie Mac. As medidas vieram para fazer frente às dúvidas sobre a capacidade de financiamento das companhias que dominaram o mercado na semana passada.

Apesar da reação incerta do mercado norte-americano, Costa acredita que as medidas tomadas para apoiar as financeiras hipotecárias e a sinalização implícita de que o governo não deixará instituições financeiras quebrar ajuda a reduzir o nervosismo do mercado.

No mercado brasileiro, puxando os ganhos dentro do Ibovespa, Vale PNA fechou o dia com alta de 2,21%, para R$ 43,90. Petrobras PN subiu 0,68%, para R$ 40,88, e CSN ON teve ganho de 0,61%, para R$ 63,78.

Com o quarto maior volume do dia, AmBev PN fechou com alta de 4,87%, aos R$ 99,00. A ação da companhia refletiu o encerramento amigável do negócio entre a sua controladora InBev e a norte-americana Anheuser-Busch. A belgo-brasileira comprou a fabricante da Budweiser por US$ 52 bilhões e agora é a maior cervejaria do mundo.

Ainda na ponta compradora, Rossi Residencial teve valorização de 4,49%, para R$ 11,38. Lojas Renner subiu 4,21%, para R$ 29,70, e Natura ON ganhou 4,10%, para R$ 16,99. Light ON, Pão de Açúcar PN, Sadia PN, Perdigão ON, Lojas Americanas PN, Souza Cruz ON e Bradespar PN ganharam mais de 3% cada.

Na ponta vendedora, a ação PN da Vivo perdeu 7,48%, para R$ 9,15. Baixa também para a Gol PN, que caiu 4,77%, para R$ 12,97, após o UBS reduzir a previsão de preço da ação em 47%, para R$ 10,00.

Depois da baixa acentuada da sexta-feira, alguns papéis das empresas de Eike Batista passam por recuperação. As ações caíram forte depois que uma das empresas da holding foi alvo de operação da Polícia Federal, que investiga o favorecimento da MMX Logística Amapá em licitação de ferrovia.

Ao final do pregão, o papel ON da OGX Petróleo subia 13,93%, para R$ 924,00, e o ativo ON da MPX Energia ganhou 8,57%, para R$ 760,00. O único a não se recuperar foi o papel ON da MMX Mineração, que perdeu 5,08%, para R$ 43,85, estendendo as perdas de 9,7% observadas na sexta-feira.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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