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Mercados: Depois de alta durante a manhã, juros futuros fecham sem tendência definida

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros encerram a sexta-feira sem tendência definida. Depois da alta registrada durante a maior parte do pregão, os vencimentos longos acabaram refletindo os dados de inflação melhores do que o esperado. Enquanto os contratos mais curtos ficaram presos a alta no preço do petróleo, que voltou a testar máximas aos US$ 147 o barril de WTI.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2009 encerrou estável a 13,39%, anuais. O DI com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com perda de 0,06 ponto, a 15,09% ao ano, depois de bater 15,25% na máxima. O vencimento janeiro 2011 desvalorizou 0,08 ponto, para 15,26%. E janeiro 2012 fechou caiu 0,10 ponto, para 15,20%.

Na ponta curta, os contratos seguiram em alta. Agosto de 2008 subiu 0,02 ponto, projetando 12,36%. Setembro de 2008 também subiu 0,02 ponto, apontando 12,56%. E outubro de 2008 encerrou com alta de 0,01 ponto, a 12,78%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 443.445 contratos, equivalentes a R$ 36,80 bilhões (US$ 22,79 bilhões), montante 34% inferior ao registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 256.655 contratos, equivalente a R$ 20,82 bilhões (US$ 12,89 bilhões).

Segundo o diretor de gestão da Meta Asset Management, Alexandre Horstmann, os números de inflação vieram melhores do que o esperado, dando a entender que o pior já ficou para trás. Mas os persistentes problemas no setor financeiro norte-americano e a alta do preço do petróleo inspiram cautela nos investidores.

Apesar da melhora recente de dados, Horstmann afirma que ainda é cedo para se falar em tendência de baixa para a inflação. Mas só pelo fato de os dados pararem de piorar, a curva pára de piorar também.

Ainda de acordo com o especialista, as curvas estavam muito elevadas, chegando a precificar três elevações de 0,75 ponto percentual na Selic. Mas começa a ficar mais claro que o Banco Central vai continuar com o ritmo de 0,5 ponto por reunião , afirma Horstmann, indicando que o gradualismo no ajuste das taxas de juros deve permanecer por até duas reuniões no começo de 2009.

Na agenda do dia, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apontou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo foi de 0,77% na primeira prévia de julho, recuando de 0,96% no fim do mês passado.

E a Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicou que o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu para 1,55% na primeira leitura de julho, saindo de 1,97% em igual período do mês passado.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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