SÃO PAULO - As bolsas americanas fecharam em queda ontem, com preocupações de que as duas maiores corretoras de hipotecas podem ter que levantar mais capital, diminuindo substancialmente a parcela retida pelos acionistas. Além disso, grandes empresas de energia caíram acompanhando o recuo dos preços do petróleo.

O índice Dow Jones teve baixa de 0,50%, a 11.231 pontos. O Standard & Poor´s 500 caiu 0,84%, a 1.252 pontos. O Nasdaq recuou 0,09%, a 2.243 pontos.

Em uma sessão volátil, os principais índices devolveram os ganhos da abertura atingindo as suas mínimas durante a tarde. Uma recuperação colocou o Dow, o Nasdaq e o S & P 500 por um breve momento em território positivo.

As ações de bancos americanos atingiram seu menor nível em uma década após o Lehman Brothers afirmar que as novas regras de contabilidade que estão sendo propostas forçarão a Fannie Mae e a Freddie Mac, instituições já bastante atingidas pela crise hipotecária, a levantarem até US$ 75 bilhões somados. O alerta do banco regional Marshall & Ilsley acrescentou mais sinais de que a temporada de resultados do segundo trimestre será dura para o setor financeiro.

O principal índice de ações européias fechou, animado pela queda do petróleo e pelas ações de serviços públicos depois que rumores de uma fusão impulsionaram a Iberdrola. As ações da companhia subiram mais de 7% com os comentários de seu segundo maior acionista de que não vê alternativa para a empresa a não ser uma fusão com a Gas Natural - cujas ações avançaram 4,5%.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,26%, para 1.177 pontos.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 1,85%, a 5.512 pontos. O CAC-40, de Paris, subiu 1,8% (4.342 pontos). Em Frankfurt, o DAX avançou 1,97% (6.395 pontos). Na bolsa de Milão, o índice Mibtel encerrou em alta de 1,32% (22.336 pontos). Também subiram as bolsas de Madri (1,84%) e Lisboa (1,68%).

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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