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Mercados: Crise já fez Bovespa tombar 25,15% nos 7 pregões de outubro

SÃO PAULO - A irracionalidade voltou a dominar o mercado acionário americano e contagiou a bolsa paulista, que inverteu o rumo de alta que sustentava ao longo do dia para consolidar o sexto pregão consecutivo de baixa. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) caiu 3,92%, para 37.

Valor Online |

080 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,539 bilhões, na média dos últimos dias.

Sem nenhum fato específico para justificar as baixas lá fora, a percepção é de que o medo ainda predomina entre os investidores. Flávio Serrano, economista-sênior do BES, acredita que os investidores podem estar operando com ganhos de curtíssimo prazo, mas não estão confiantes o suficiente para encerrarem o pregão com posições compradas em bolsa.

Isso justificaria a valorização verificada ao longo do dia, inclusive com certa independência de Nova York, onde os índices operavam em queda próxima de 1% na segunda etapa dos negócios. Por aqui, o índice registrava ganhos de até mais de 3%. Depois das 16h30, Wall Street cristalizou baixas de até 7% e carregou a bolsa paulista para um tombo adicional.

Apesar de medidas importantes para estancar a crise, como o corte global de juros e a possibilidade de que o Tesouro americano compre participação em bancos dos EUA, os investidores ainda temem novas quebras de instituições financeiras e ponderam as perdas reais que essa crise causará para as empresas e a economia.

No noticiário americano constam a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito da GM, cujas ações caíram mais de 30%. Rumores ainda envolvendo dificuldades para concluir um aporte do Mitsubishi no Morgan Stanley, no valor de US$ 9 bilhões, também contribuíram para o aumento do pessimismo.

A cada fim de pregão, os agentes temem que da noite para o dia novas notícias ruins possam surgir, o que amplia a cautela e impede a normalização do mercado.

Por aqui, as ações de maior peso no Ibovespa fecharam sem tendência unificada. Petrobras PN caiu 3,07%, para R$ 25,88; Vale PNA perdeu 4,84%, para a R$ 24,55; BM & FBovespa ON teve alta de 5,36%, para R$ 7,85; Bradesco PN se desvalorizou 7,15%, a R$ 23,49; e Vale ON caiu 3,65%, para R$ 27,94.

Entre as ações que mais caíram, Brasil Telecom declinou 15,17% (R$ 10,90); Telemar PN cedeu 13,76% (R$ 44,84); Cyrela ON fechou com perda de 13,61% (US$ 11,42); Marfrig ON reforçou a baixa e caiu mais 13,58% (R$ 14,00) e Brasil Telecom Participações viu suas ações PN declinarem 12,01% (R$ 13,55).

As recuperações mais significativas foram das units da ALL, com alta de 10,60% (R$ 10,91); BM & FBovespa ON subiu 5,36% (R$ 7,85) e Lojas Renner ON avançou 3,52% (R$ 17,60).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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