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Mercados: Crise de crédito se intensifica e derruba Bovespa em 5,50%

SÃO PAULO - Confirmando o caráter meramente técnico dos ganhos da terça-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) volta a cair de forma acentuada em meio à crescente incerteza sobre a solvência do sistema financeiro norte-americano. Por volta das 13h15, o Ibovespa perdia 5,50%, para 46.

Valor Online |

52 pontos, com giro financeiro em R$ 2,85 bilhões. O patamar de pontos é o menor desde abril de 2007. Na mínima da manhã, o índice bateu 45.945 pontos.

Em Wall Street, as quedas também são acentuadas depois que o resgate à seguradora AIG não se mostrou suficiente para acalmar os ânimos. Há pouco, o Dow Jones perdia 3,38%, enquanto o Nasdaq recuava 3,87%.

A bola da vez são os Money Market Funds (MMF), veículos de investimento que visam curto prazo com baixo risco, depois que um deles teve que congelar os saques ontem. Também há preocupação com o Morgan Stanley, mesmo depois de o banco de investimento ter anunciado resultados acima do esperado ontem.

No câmbio, o dólar dispara ante o real e, de acordo com operadores, há acentuada saída de recursos do país hoje. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 1,881 na venda, alta de 3,12%.

Para o diretor de renda variável da FinaBank Corretora, Edson Marcellino, a Bovespa reflete o cenário externo, onde não param de surgir notícias negativas. "A crise é sistêmica. Está se propagando apesar das atitudes dos governos e das autoridades monetárias", diz.

Segundo o especialista, a crise começa a tomar proporções bastante delicadas e não é possível vislumbrar soluções no curto prazo.

Somando dúvida a um ambiente de incerteza está a eleição presidencial nos Estados Unidos, já que nenhum dos possíveis sucessores de George W. Bush apresentou um plano para contornar a situação atual.

Na avaliação de Marcellino, a melhora do quadro corrente demanda uma ação conjunta de governos e banco centrais nos principais países do mundo. Por enquanto, as falências estão concentradas nos EUA, mas logo devem chegar à Europa e ao Japão.

Para o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, essa acentuada piora de humor também reflete uma decisão tomada nos Estados Unidos.

A Securities and Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado norte-americano) impôs novas restrições para vendas a descoberto de ações do setor financeiro. Com isso, os investidores têm que levantar dinheiro em outros mercados para cobrir posições.

Dentro do Ibovespa, a valorização das commodities não significa muita coisa. Petrobras PN caía 4,12%, para R$ 30,01, e Vale PNA se desvalorizava 6,42%, para R$ 32,64.

Com o terceiro maior volume do dia, Bradesco PN recuava 5,69%, para R$ 26,31. Ainda entre os bancos, o papel PN do Itaú perdia 5,56%, negociado a R$ 27,68, e Banco do Brasil caía 8,33%, para R$ 20,01.

Nenhum dos 66 papéis que compõem o índice apresentava alta. Queda superior a 12%, para o ativo ON da Rossi Residencial, que valia R$ 6,85. Lojas Americanas PN também desabava mais de 12%, para R$ 7,70. Gol PN, Cesp PNB, ALL Logística unit, Duratex PN e Light ON recuavam mais de 9% cada.

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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