F - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Contratos de juros voltam a fechar com forte alta na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de Depósitos Interbancários (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) continuaram batendo limites de alta hoje. As taxas saltaram em bloco, com os mais longos alcançando limites de variação estabelecidos pela bolsa de futuros.

Valor Online |

O movimento é resultado da continuidade da tensão externa com dados indicando fraqueza das economias desenvolvidas. No Brasil, a valorização do dólar, que vem sendo mais equilibrada por causa das ofertas de moeda feitas pelo Banco Central, também preocupa os agentes e já interfere em algumas apostas para a política monetária de curto prazo.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava salto de 0,85 ponto percentual, a 16,85% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou a 17,60%, com 1 ponto percentual de valorização. O contrato para janeiro 2012 projetou 17,80% ao ano, ganho de 0,75 ponto.

Entre os curtos, o vencimento para novembro subiu 0,01 ponto percentual, para 13,86% ao ano. O contrato para dezembro encerrou com valorização de 0,13 ponto, para 14,15%. O vencimento para janeiro de 2009, o mais líquido nesta jornada encerrou com taxa a 14,42% ao ano, ampliação de 0,22 ante o pregão anterior.

Até as 16h20, antes do ajuste final de posições, foram negociados 472.505 contratos, equivalentes a R$ 42,145 bilhões (US$ 18,207 bilhões). O vencimento de janeiro de 2090 foi o mais negociado, com 213.535 contratos, equivalente a R$ 20,813 bilhões (US$ 8,991 bilhões).

Para Marcos Forgione, analista de mercados da corretora Hencorp Commcor, as tomadas de decisão no mercado de juros não têm mais lógica. " Os DIs estão fora da realidade " , diz, explicando que o pânico continua dando as cartas no segmento. Muitos agentes comentaram nesta semana zeragens importantes em juros futuros. As ordens de venda do tipo " stop loss " , para evitar perdas maiores continuam vigorando.

Além disso, Forgione diz que falta liquidez no mercado. Além de saída de estrangeiros, muito locais abandonaram o segmento e o que restou de giro em jogo, acaba distorcendo os prêmios. O grande problema, na avaliação de agentes do mercado é a falta de parâmetros. Mesmo que para o setor financeiro tenha sido alcançado um determinado número de perdas, para a economia real o prejuízo é difícil de ser calculado.

Com isso, fica difícil estabelecer preços, rodar modelos econômicos e pensar em políticas monetárias, seja com foco em inflação ou crescimento. Por aqui há apostas de suspensão do ciclo de alta do juro básico, tendo em vista uma recessão que pode ser importada, mas também há no mercado quem considere certo que o BC vai continuar aumentando o juro, ainda que mais modestamente, a fim de evitar o repasse inflacionário do dólar mais alto.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG