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Mercados: Contratos de juros caem em bloco na BM F com ajuda do dólar

SÃO PAULO - Os contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam o pregão de hoje em baixa, em movimento de ajuste perante a forte alta registrada desde o início da semana. Com os mercados um pouco mais calmos, apesar de voláteis, os agentes levaram em conta a descompressão do dólar como variável inflacionária.

Valor Online |

A moeda teve hoje o segundo dia de baixa relevante após atuações do Banco Central com venda à vista e de contratos de swap cambial.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,16 ponto percentual, a 14,75% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou a 15,12%, com recuo de 0,09 ponto percentual. Janeiro 2012 projetava 15,31%, ganho de 0,19 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para novembro de 2008 fechou em baixa de 0,07 ponto percentual, a 13,68%. O contrato para dezembro declinou 0,07 ponto para 13,79% ao ano. O DI para janeiro de 2009 também encerrou a 13,97% ao ano, com recuo de 0,06 ponto percentual.

Até as 16h18, antes do ajuste final de posições, foram negociados 494.530 contratos, equivalentes a R$ 42,10 bilhões (US$ 17,60 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 255.855 contratos, equivalentes a R$ 21,60 bilhões (US$ 9,03 bilhões).

Agentes de mercado atribuem a correção das taxas ao efeito da redução do dólar. No câmbio, a queda é justificada pela venda de moeda pelo BC. Com a liquidez muito enxuta e uma disputa entre compradores, a divisa chegou a subir quase 20% nos sete primeiros dias de outubro. Ontem, a autoridade monetária lançou mão das reservas para atender à demanda por dólares pela primeira vez em cinco anos. Foram feitos três leilões e estima-se que tenha sido colocado cerca de US$ 1,5 bilhão no mercado.

Hoje, o BC voltou a vender moeda à vista e colocou também U$ 911 milhões em contratos de swap cambial. "Com o dólar mais controlado, sai a componente de inflação e entra mais forte a componente desaceleração, devido à redução da oferta de crédito", diz Sergio Machado, gestor da Vetorial Asset.

Ainda assim o segmento também sofre a influência externa da aversão a risco de investidores. Os contratos mais longos que vinham subindo mais nos últimos dias, também refletem decisões importantes no exterior, como o corte global de juros, que pode significar um estancamento dos momentos de pânico do mercado, embora não eliminem por enquanto a crise propriamente dita e seus efeitos para a economia.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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