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Mercados: Compras prosseguem e Bovespa sobe mais de 3%

SÃO PAULO - Seguindo as perdas históricas da segunda-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha a cena externa e passa por um pregão de recuperação. Operando em alta desde o começo dos negócios, por volta das 12h50 o Ibovespa apresentava alta de 3,46%, para 47.

Valor Online |

619 pontos. O que desanima é o baixo giro financeiro, de R$ 1,65 bilhão.

Em Wall Street, a reação à perda de ontem também é acentuada, com o Dow Jones avançando 2,57%, enquanto o Nasdaq ganhava 3,07%. O humor do investidor voltou a ser sustentado pela expectativa de que os congressistas norte-americanos apreciem e aprovem um novo plano de resgate do sistema financeiro. Mas alguma definição deve vir apenas na quinta-feira. Não há sessão hoje e quarta-feira nos EUA em respeito a um feriado judaico, o que ajuda a explicar também o menor volume negociado nos mercados.

Ontem, o projeto do Tesouro de US$ 700 bilhões para sanear o balanço dos bancos foi derrotado por 228 votos a 205 promovendo um tsunami de vendas tanto em Wall Street, onde o Dow Jones teve maior perda em pontos da história, quanto por aqui, onde o Ibovespa chegou a perder mais de 13%.

O mercado de câmbio também reage à melhora de humor do dia, com o dólar devolvendo parte da alta de mais de 6% observada ontem. Há pouco, a moeda valia R$ 1,928 na venda, queda de 1,93%.

Para o professor de finanças do Ibmec Rio, Paulo Di Blasi, depois de bater no "fundo do poço" na sessão de ontem, os investidores retornam à ponta compradora em cima das expectativas de queda de juros e da renegociação do plano de resgate nos EUA. "Mas a volatilidade seguirá acentuada", garante.

No curtíssimo prazo, aponta Di Blasi, a bolsa brasileira não tem como escapar do noticiário externo. Caso o esperado 'plano B' não saia nos EUA, restará ao Tesouro e do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, atuar pontualmente. Sem ajuda generalizada, a crise pode demorar mais para passar, com custo maior para o mercado.

Voltando o foco para o Brasil, o professor aponta que o país está em situação melhor em comparação com outros momentos de crise, mas não dá para acreditar que a economia vai continuar crescendo no mesmo ritmo.

A restrição de crédito já é uma realidade, com bancos pagando mais para captar e cobrando mais para emprestar. Além da redução da liquidez, Di Blasi aponta outro fator importante no ciclo de negócios, que é a confiança do investidor. A crise tem efeito psicológico sobre os agentes, que ficam mais retraídos em termos de gastos e investimentos. "É esperado um arrefecimento do clima de otimismo", afirma.

A questão agora, segundo o especialista, é como expandir o investimento com o crédito restrito. Segundo Di Blasi, essa questão passa por uma mudança de foco de financiamento externo para o interno, ou seja, arrumar dinheiro disponível no front interno para financiar o crescimento da economia.

De volta à renda variável, o destaque de alta dentro do Ibovespa segue com o papel PNA da Vale do Rio Doce, que subia 4,29%, para R$ 31,60. O papel ON da mineradora ganhava 4,61%, para R$ 35,36. Liderando o volume, Petrobras PN era negociada a R$ 33,35, alta de 1,83%.

Entre as siderúrgicas, destaque para o papel ON da CSN, que apresentava alta de 3,10%, para R$ 39,17. Gerdau PN subia 3,18%, para R$ 20,75. Entre os bancos, Itaú PN aumentava 1,72%, para R$ 29,56, enquanto as units do Unibanco ganhavam 1,24%, para R$ 17,93.

Liderando os ganhos, Eletropaulo PNB subia 9,82%, negociada a R$ 25,70. Ganho de 8,35%, para ação PN da Telemar, que valia R$ 32,29. Sadia PN, Gol PN, Eletrobrás PNB, BM & FBovespa ON, CPFL Energia ON e Copel PNB apresentavam altas superiores a 6% cada.

Dando continuidade às perdas de ontem, Rossi Residencial ON recuava 2,49%, para R$ 5,08, seguindo queda de mais de 20% ontem. Baixa também para o ativo ON da Cosan, que se desvalorizava 2,12%, para R$ 12,92.

Fora do índice, foco na ação ON da OGX Petróleo, que dispara 15,87%, valendo R$ 365,00. O papel PN do Banco Panamericano, que desabou mais de 30% ontem, subia 19,06%, para R$ 3,81.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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