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Mercados: Commodities subiram e puxaram alta na Bovespa ontem

SÃO PAULO - A terça-feira foi um dia relativamente positivo para os mercados brasileiros. As commodities subiram no mercado externo, puxando uma valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e uma conseqüente queda no preço do dólar e baixa nos juros futuros longos.

Valor Online |

Antes da abertura dos mercados, o humor já era negativo, com os agentes assimilando notícias sobre o setor financeiro dos Estados Unidos. O sentimento piorou de vez depois que o Departamento de Trabalho apontou que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) subiu 1,2% em julho contra previsão de 0,6%. O núcleo do indicador que exclui alimentos e energia aumentou 0,7%, bem acima do 0,2% previsto.

Com isso, o dólar ganhou valor ante outras moedas, pois o dado reforçou a expectativa de alta de juros nos EUA, e as commodities caíram. Dentro desse cenário, o Ibovespa chegou a perder mais de 1,8%, para 52.344 pontos, mínima em 12 meses, e o dólar bateu R$ 1,650, preço não observado desde maio.

No entanto, o quadro começou a mudar de figura com os investidores dando maior peso à perda de dinamismo da economia dos Estados Unidos. Tal percepção ganhou força depois que o Departamento de Comércio americano apontou que a construção de novas moradias em julho foi a menor em 17 anos. Com essa informação em mãos, caíram as expectativas de alta de juros.

A questão é que os dois indicadores são bastante negativos e reforçam o dilema para o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano. A inflação está no maior patamar dos últimos 20 anos, corroendo a renda do norte-americano, mas a economia ainda está bastante fragilizada seguindo o colapso do crédito imobiliário e a turbulência no setor financeiro.

Da estrutura para a conjuntura, essa idéia de que os juros seguem em 2% nos Estados Unidos levou os investidores a desfazer as posições em dólar e correr atrás do euro e das commodities. Um sinal claro dessa proteção contra a inflação foi a forte valorização do ouro e da prata. No entanto, não se sabe se isso é um movimento sustentado ou apenas um repique técnico.

Por aqui, tal movimento puxou o preço das principais ações do Ibovespa, que reverteu as perdas da manhã e encerrou aos 53.638 pontos, alta de 0,59%. O giro financeiro somou R$ 4,59 bilhões.

No câmbio, as vendas se avolumaram e a divisa terminou o dia a R$ 1,625 na compra e R$ 1,627 na venda, queda de 0,73%. Essa foi a maior baixa percentual diária desde 17 de junho.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda cedeu 0,79%, e também fechou a R$ 1,627. O volume financeiro somou US$ 146 milhões.

Nos juros futuros, a desvalorização do dólar ajudou no recuo dos vencimentos futuros, que também refletiram o preço das commodities.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava declínio de 0,06 ponto, a 14,60% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,09 ponto, para 14,27%. E janeiro 2012 perdeu 0,10 ponto, para 13,96%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 subiu 0,02 ponto, para 12,87%. Outubro de 2008 ganhou 0,02 ponto para 13,18%. Novembro de 2008 encerrou a 13,35%, com alta de 0,01 ponto. E o DI para janeiro de 2009 diminuiu 0,01 ponto, para 13,79% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 393.750 contratos, equivalentes a R$ 33,24 bilhões (US$ 20,33 bilhões), montante 53% maior que o registrado um dia antes e o maior desde a terça-feira passada. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 174.435 contratos, equivalente a R$ 14,46 bilhões (US$ 8,84 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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