Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Commodities mantêm Bovespa em baixa; Dólar avança 1,5%

SÃO PAULO - O pregão segue bastante instável na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com a baixa no preço das matérias-primas impedindo que o Ibovespa acompanhe a retomada das compras em Nova York. Por volta das 13 horas, o Ibovespa perdia 2,34%, para 50.

Valor Online |

332 pontos, com giro financeiro em R$ 2,33 bilhões.

Em Wall Street, a baixa no preço das commodities segura os investidores na ponta compradora, mas a alta é menor do que a observada pela manhã. Há pouco, Dow Jones subia 0,31%, enquanto o Nasdaq ganhava 0,34%.

Os agentes acompanham os desdobramentos do plano de US$ 700 bilhões de resgate ao setor financeiro. O projeto está tramitando no congresso norte-americano e, hoje, tanto o presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, quanto o secretário do Tesouro, Henry Paulson, pediram urgência na aprovação do resgate.

No mercado de câmbio, o real volta a perder ante o dólar, que também se fortalece ante o euro e a libra conforme as matérias-primas perdem valor. Há pouco, a moeda estrangeira era negociada a R$ 1,819 na venda, alta de 1,50%.

Segundo o operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, o plano de ajuda aos bancos norte-americanos foi aplaudido por toda comunidade financeira internacional quando anunciado na semana passada. O problema, agora, é que o plano está na etapa de detalhamento e faltam informações sobre sua implementação. "São esses detalhes que vão ditar o sucesso ou não do plano, que precisa ser implementado rapidamente", afirma.

Além disso, o especialista também lembra que os congressistas norte-americanos estão querendo distorcer o projeto, tentando incluir, também, no resgate, o financiamento de carros e de outros setores da economia.

Trazendo a crise para esfera doméstica, Pecequilo aponta que o país sofre com essa instabilidade externa, mas que as conquistas recentes da economia brasileira, como baixo endividamento e fortalecimento do mercado interno, minimizam as perdas.

Voltando o foco para a Bovespa, o operador lembra que entre os BRIC (Brasil, Rússia, Índice e China), os papéis brasileiros são os que se mostram mais atraentes, pois as empresas ainda não mostraram nenhum trauma diante da crise.

"Para o investidor mais agressivo a recomendação é compra", afirma o especialista acreditando que o maior potencial de recuperação está concentrado nas ações de primeira linha, ou seja, Petrobras, Vale e siderúrgicas.

Pecequilo também ressalta que a crise deve modificar o desenho do mercado financeiro. Para o especialista, as principais mudanças devem ser uma menor velocidade na circulação de dinheiro ao redor do mundo e um maior respeito aos limites de alavancagem.

Dentro do Ibovespa, as ações da Petrobras firmaram posição em território negativo depois de diversas tentativas de alta. Há pouco, o papel PN caía 2,03%, para R$ 34,19.

Aprofundando as perdas de ontem, o ativo PNA da Vale se desvalorizava 3,41%, para R$ 34,24, e o ON recuava 5,48%, saindo a R$ 39,60.

Baixa também para as siderúrgicas, com a ação PNA da Usiminas se desvalorizando 4,07%, para R$ 44,99. CSN ON perdia 6,06%, para R$ 46,50.

Forte queda para as varejistas que sofrem recomendações externas pouco favoráveis desde o pregão de ontem. Lojas Americanas PN e Lojas Renner ON caíam mais de 6% cada, valendo R$ 7,92 e R$ 22,36, respectivamente.

Escapando da instabilidade, Cteep PN subia 3,43%, para R$ 48,20, Nossa Caixa ON ganhava 3,16%, para R$ 38,47, e Telesp PN valia R$ 43,24, alta de 2,36%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG