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Mercados: Commodities e dados econômicos têm impacto nos DIs

SÃO PAULO - Depois de acumular prêmios no começo do dia, os contratos de juros futuros longos voltam a apontar para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). A formação da curva fica dividida entre os indicadores de preço apontando arrefecimento da inflação e a instabilidade no preço das matérias-primas.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,01 ponto percentual, para 14,67%. Janeiro 2011 registrava baixa de 0,02 ponto, para 14,24%. E janeiro 2012 apontava 13,91%, desvalorização de 0,01 ponto.

Na ponta curta, outubro de 2008 avançava 0,01 ponto, 13,26%. Novembro de 2009 também subia 0,01 ponto, para 13,44%. E janeiro de 2009 era negociado a 13,89%, acumulando 0,01 ponto sobre o fechamento de ontem.

Pela manhã, os agentes assimilaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu 0,35% na terceira leitura do mês, praticamente estável em relação ao 0,34% da leitura anterior. Também foi divulgado o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) para o mês de agosto, que teve deflação de 0,32%. Em julho, o indicador tinha subido 1,76%.

O economista-chefe da Corretora Liquidez, Marcelo Voss, notou que, apesar dos excelentes indicadores de inflação, as curvas não recuam de forma expressiva devido à elevada volatilidade no preço das commodities.

O exemplo, hoje, é o preço do petróleo, que supera os US$ 118 o barril, com um furacão ameaçando a infra-estrutura petrolífera do Golfo do México. A instabilidade também é observada no preço das commodities agrícolas, como a soja.

O foco está mesmo no cenário externo. A própria queda na inflação é reflexo muito mais da baixa no preço das commodities do que do movimento de juros do Banco Central , resume o especialista.

Para Voss, se os preços do petróleo e dos alimentos estivessem estáveis, já teria chance de o Banco Central (BC) reduzir o ritmo de aperto monetário para 0,5 ponto percentual na reunião de setembro. Mas com essa volatilidade, somada aos problemas no sistema financeiro norte-americano, o BC deve dar nova alta de 0,75 ponto , observa.

O próximo encontro da autoridade monetária acontece dias 9 e 10 de setembro, quando deve ser ditado o novo ajuste na taxa Selic, atualmente fixada em 13% ao ano.

Avaliando o comportamento do dólar, que já acumula alta de 3,9% em agosto, Voss crê que a moeda norte-americana deve manter esse processo de recuperação, mas o real não deve depreciar tanto como outras moedas em função da elevada taxa de juros interna.

O especialista não descarta a possibilidade de a moeda passar de R$ 1,650, chegando até a R$ 1,700 no ano que vem, mas isso não traria pressões inflacionárias, pois os benefícios da queda nos preços das matérias-primas compensa com folga a elevação na taxa de câmbio.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza hoje a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B). As propostas serão tomadas das 12h às 13h, e a liquidação acontece por meio da transferência de títulos.

O Tesouro anunciou hoje a revisão de três das oito metas para o gerenciamento da dívida pública. Segundo o órgão, com os elevados superávits do governo, há mais dinheiro em caixa, o que permite a redução do endividamento.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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