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Mercados: Com melhora de humor, DIs longos despencam na BM F

SÃO PAULO - A influência positiva da recuperação dos ativos internacionais deu forte contribuição para que os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) fechassem com forte redução de taxas, sobretudo para vencimentos posteriores a 2010. A queda do dólar, de pouco mais de 6%, também ajudou na derrubada das taxas.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,36 ponto percentual, a 14,63% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou com queda de 1,04 ponto percentual, a 15,08%, perto da mínima de 15,07%. O contrato com vencimento em janeiro de 2012 projetava 15,39%, perda de 0,68 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para novembro foi o único contrato líquido a fechar com alta, mostrando valorização de 0,04 ponto percentual para 13,7% ao ano. O vencimento de dezembro ficou estável em 13,77% ao ano e o contrato de janeiro do ano que vem declinou 0,08 ponto percentual em relação a sexta-feira, para 13,88%.

Até as 16h20, antes do ajuste final de posições, foram negociados 529.055 contratos, equivalentes a R$ 46,052 bilhões (US$ 20,128 bilhões). O vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 180.060 contratos, equivalentes a R$ 17,48 bilhões (US$ 7,64 bilhões).

Segundo avaliação de Alexandre Horstamnn, diretor de gestão da Meta Asset Management, as novas ações integradas dos governos de países desenvolvidos deram um "piso" para a crise financeira. O montante financeiro ofertado pelos governos, ainda não calculado, é suficiente para dar mais conforto aos bancos do ponto de vista de liquidez e também para ajudar na capitalização em caso de insolvência.

"É um volume muito grande de recursos em relação ao que o mercado tinha na sexta-feira e acho difícil vermos o mesmo nível de perdas que vimos na semana passada", diz o gestor, destacando, no entanto, que a recuperação também será gradual e não dá para pensar em recomposição integral de preços.

A idéia agora é que os mercados começarão a calcular até que ponto estão afetadas as economias reais por conta do estrago financeiro. Isso pode exigir novas medidas macroeconômicas, mas no curtíssimo prazo é possível que as taxas dos DIs na BM & F continuem caindo na ponta longa.

Já os vencimentos de curto prazo devem apontar mais volatilidade conforme se aproxima a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). As apostas para a definição do juro ainda não são uniformes e há quem pondere a necessidade de interrupção do aperto monetário e quem afirme que é preciso continuar o processo de alta da Selic.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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