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Mercados: Com alta de 3,2% na semana, dólar retoma patamar de R$ 1,60

SÃO PAULO - Pela primeira vez desde novembro de 2007, o dólar registrou cinco pregões seguidos de valorização ante o real. Tal mudança de direção reflete a rodada global de recuperação na cotação da moeda estrangeira, no momento em que as commodities perdem valor, conforme se consolidam as expectativas de menor crescimento para a economia mundial.

Valor Online |

Depois de bater R$ 1,625 na máxima, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com alta de 1,06%, valendo R$ 1,607 na compra e R$ 1,609 na venda. Tal patamar de preço não era registrado desde o começo de julho. Na semana, o dólar subiu 3,2%. Mas no ano, a queda acumulada ainda é de 9,45%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda apresentou valorização de 0,97%, para R$ 1,6080. O volume financeiro somou US$ 213,2 milhões, cerca de metade do observado ontem.

Segundo gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, a formação da taxa de câmbio por aqui seguiu o movimento de valorização do dólar ante as moedas européias. Hoje, por exemplo, o dólar chegou a subir 3,5% sobre o euro. Essa valorização do dólar lá fora acaba levando junto a nossa moeda, afirma.

De acordo com o gerente, movimentos dessa magnitude na esfera internacional promovem um ajuste global de posições em moedas e ativos. Isso fica evidente também no contínuo desmanche de operações com commodities, que vinham servindo de porto seguro para o momento de grande incerteza quanto à crise das hipotecas subprime nos Estados Unidos.

Dentro desse ambiente de ajuste, a saída de recursos também foi verificada por aqui, afirma Galhardo. E um sinal disso foi o forte movimento no mercado interbancário, que girou mais de R$ 5,6 bilhões hoje.

Mas isso é um ajuste técnico. A tendência de queda do dólar continua, mesmo com esses percalços, avalia.

Segundo Galhardo, o que garante essa expectativa de baixa é a elevada taxa de juros brasileira. Além disso, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, deu a entender que não mexerá nos juros até o final do ano. Dessa forma, o diferencial de taxa segue bastante atrativo à arbitragem.

Além disso, o crescimento da economia brasileira segue firme e a inflação, que se apresentava como maior ponto de preocupação, começa recuar. O país segue atrativo. Além dos juros, o investidor pode aproveitar os repiques de alta na Bovespa, avalia.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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