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Mercados: Colapso do Lehman derrubou Bovespa ontem; dólar subiu

SÃO PAULO - A semana começou de forma bastante negativa para os mercados no Brasil e no mundo. O pedido de concordata do Lehman Brothers e a compra às pressas do Merrill Lynch pelo Bank of America (BofA) promoveram uma disparada no grau de aversão a risco.

Valor Online |

Os investidores venderam ações, moedas e commodities e correram para os títulos da dívida norte-americana no clássico movimento de fuga para a qualidade, mesmo que os títulos comprados sejam do país onde o sistema financeiro beira ao colapso e a economia perde força.

Além do Lehman, que está sob proteção do Capítulo 11 da Lei de Falência dos EUA, que permite que a empresa continue operando enquanto negocia com credores, e do Merrill Lynch, comprado por US$ 50 bilhões, a seguradora AIG ocupou grande parte do noticiário do dia. A empresa tentava levantar capital para seguir operando e conseguiu autorização para tomar recursos com subsidiárias.

Depois do caso de colapso do quarto maior banco de investimento dos EUA depois de 158 anos em operação, não pararam de surgir rumores sobre quem seria o próximo a tombar. Para evitar mais especulações, o Citigroup, maior banco dos EUA em ativos, divulgou comunicado assegurando aos investidores que sua exposição ao Lehman não causará " danos excessivos " à sua posição de capital.

Tanto aqui quanto em Wall Street, o dia começou de forma caótica, com perdas de mais de 6% na Bovespa e 2% no Dow Jones. No fim da manhã e começo da tarde, a situação parecia melhorar, com as vendas perdendo força. No fim da tarde, porém, o pânico voltou e os dois mercados amargaram as maiores perdas diárias desde setembro de 2001.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 3.976 pontos, ou 7,59%, para encerrar aos 48.416 pontos. Em 11 de setembro de 2001, a perda tinha sido de 9,18%. O giro financeiro foi elevado, passando de R$ 6,57 bilhões, sendo R$ 1,16 bilhão referente ao vencimento de opções sobre ações.

Em Wall Street, o Dow Jones perdeu 504 pontos, o que equivale a uma baixa de 4,42%. A bolsa eletrônica Nasdaq recuou 3,60%, e o S & P 500 desvalorizou 4,71%.

No câmbio, o dia iniciou-se de maneira bem pessimista, com a moeda disparando mais de 2,9%, para R$ 1,834 na máxima. No decorrer do pregão, as vendas foram perdendo fôlego, levando parte dos agentes de mercado a crer que não houve uma fuga de recursos do país.

Ao final do dia, o dólar comercial era transacionado a R$ 1,806 na compra e R$ 1,808 na venda, com valorização de 1,51%. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda subiu 1,46%, valendo R$ 1,807. O volume financeiro somou US$ 195,5 milhões.

Os juros futuros fecham sem rumo definido com a instabilidade externa influenciando os vencimentos mais longos. A ponta curta e os prazos médios (até janeiro de 2010) devolveram todo o prêmio acumulado durante a abertura e fecharam com leve baixa.

O ponto positivo do dia veio com o boletim Focus do Banco Central. Depois de oito semanas estacionada em 5%, a projeção para Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fechamento de 2009 recuou para 4,99%. A baixa, mesmo que marginal, é bem vista, pois pode ser o início de uma tendência de baixa nas expectativas.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava leve queda de 0,01 ponto, para 14,63% ao ano, depois de subir a 14,84% na máxima. Em direção contrária, o vencimento janeiro 2011 teve valorização de 0,07 ponto, apontando 14,45%, e Janeiro 2012 projetava 14,29%, acréscimo de 0,15 ponto.

Entre os contratos curtos, os vencimentos para outubro e novembro de 2008 fecharam estáveis a 13,61% e 13,64%, respectivamente. Dezembro de 2008 caiu 0,01 ponto, para 13,82%, e o DI para janeiro de 2009 perdeu 0,04 ponto, fechando a 13,99% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 571.725 contratos, equivalentes a R$ 48,85 bilhões (US$ 27,27 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 271.585 contratos, equivalentes a R$ 22,74 bilhões (US$ 12,70 bilhões).

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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