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Mercados: Cena externa ditou queda na Bovespa e alta no dólar ontem

SÃO PAULO - Repetindo a sexta-feira da semana passada, a instabilidade deu o tom dos negócios nos mercados brasileiros ao longo da segunda-feira. A Bovespa oscilou entre ganhos e perdas até fechar em território negativo.

Valor Online |

O dólar garantiu um pregão de alta, e, mais relacionados à conjuntura interna, os juros futuros fecharam apontando para baixo.

O dia começou de forma bastante negativa com a confirmação de recessão no Japão, onde a economia encolheu pelo segundo trimestre consecutivo, com a demissão de mais de 50 mil funcionários do Citigroup, e com novos dados de fraco desempenho no varejo dos EUA.

Com isso, as bolsas aqui e lá fora encontraram motivo para testar as mínimas do dia. O humor melhorou um pouco com a constatação de que a produção industrial norte-americana subiu mais do que o esperado durante o mês de outubro, mas a tentativa de compra não se sustentou.

No fim do pregão, o Ibovespa apresentou queda de 0,20%, aos 35.717 pontos, devolvendo uma alta de 1,6% registrada no período da tarde. O giro financeiro somou R$ 3,88 bilhões, sendo R$ 1,02 bilhão referente ao exercício de opções sobre ações.

Por uma questão de diferença de horário, o Ibovespa ainda escapou das vendas de fim de pregão em Wall Street, onde o Dow Jones encerrou com declínio de 2,63% e o Nasdaq cedeu 2,29%.

No período da tarde, uma notícia não financeira causou desconforto entre os operadores de mercado. O operador de pregão Paulo Sergio Silva, da Corretora Itaú, tentou suicídio na BM & FBovespa, atirando contra o peito. Silva foi socorrido e levado para a Santa Casa de São Paulo. Não se sabe o motivo da tentativa de suicídio.

De volta do mercado, no câmbio, a melhora de sentimento nas bolsas no período da tarde determinou a formação de preço da moeda norte-americana.

Depois de registrar elevação de 2,6% pela manhã, as compras perderam força e o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,275 na compra e R$ 2,277 na venda, avanço de 0,30%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda subiu 0,31%, finalizando, também, aos R$ 2,277. O giro financeiro ficou em US$ 154 milhões.

Os juros futuros reagiram aos indicadores de inflação menos pressionados e à estabilidade nas projeções de inflação do boletim Focus e fecham com baixa na BM & F.

Ao fim da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,05 ponto percentual, a 15,11%. Janeiro 2011 fechou com perda de 0,03 ponto, para 15,94%. Janeiro 2012 apontava 16,11%, queda de 0,11 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,32%, queda de 0,08 ponto percentual. Já o DI para janeiro de 2009 recuou 0,08 ponto, para a 13,55%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 226.850 contratos, equivalentes a R$ 19,35 bilhões (US$ 8,49 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 107.570 contratos, equivalentes a R$ 9,19 bilhões (US$ 4,03 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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