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Mercados: Cautela em NY preocupa e DIs encerram em alta

SÃO PAULO - Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa e Mercadorias & Futuros (BM & F) apontaram taxas maiores nesta jornada, com inversão de rumo em relação ao pregão anterior, quando houve um forte ajuste de de baixa. O humor dos investidores desse segmento acompanhou as análises externas.

Valor Online |

Lá fora, apesar de boas notícias, os agentes sustentaram cautela, evitando outro dia de recuperação
No final dos negócios, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,05 ponto percentual, a 14,68% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou com aumento de 0,02 ponto para 15,10%, depois de subir a 15,19% na máxima do dia. O vencimento de janeiro de 2012 projetava 15,48%, ganho de 0,09 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para novembro ficou estável em 13,70% e o de dezembro encerrou com aumento de 0,02 ponto percentual, a 13,79% . O DI para janeiro de 2009 também encerrou com valorização de 0,05 ponto percentual, para 13,93%.

Até as 16h19, antes do ajuste final de posições, foram negociados 516.040 contratos, equivalentes a R$ 41,62 bilhões (US$ 19,30 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 266 mil contratos, equivalente a R$ 22,52 bilhões (US$ 10,45 bilhões).

Analistas do segmento ponderam que o ajuste final foi discreto e envolve mais incertezas sobre o andamento da economia e de empresas do que em relação ao sistema bancário neste momento. O diretor de câmbio de uma corretora carioca, que prefere não ser identificado, diz que a confirmação de que o governo americano vai capitalizar bancos veio em linha com as expectativas, que já haviam sustentado parte da alta de ontem lá fora.

Aqui dentro, as incertezas em relação ao rumo da política monetária no curtíssimo prazo orientam as estreitas movimentações em contratos com vencimento até janeiro de 2009. Nos demais, a aversão a risco ainda prevalece.

Sergio Machado, gestor da Vetorial Asset, acredita que, depois da recuperação estrondosa de ontem, os investidores encaram agora um segundo momento de tensão, relacionado com o fato de que "os problemas continuam". Encontradas possíveis soluções para a crise do sistema financeiro, o mercado agora terá que lidar com os efeitos econômicos.

"Conseguiu-se evitar crise sistêmica que poderia descambar para depressão mundial. Daí a falar que o problema acabou há uma grande distância", diz, lembrando que a abertura (alta) de taxas, sobretudo nos contratos de longo prazo, representa uma tradução da incerteza que envolve a macroeconomia externa e local diante do novo cenário.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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