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Mercados: Bovespa voltou a cair e dólar subiu forte na quinta-feira

SÃO PAULO - A quinta-feira não teve contorno positivo para os mercados brasileiros. Com o humor externo envolto em preocupações com o ritmo de crescimento econômico, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um novo dia de baixa.

Valor Online |

O dólar subiu forte apesar das intervenções do Banco Central (BC) e os juros futuros apontaram para cima.

Em Wall Street, fracas vendas de varejistas e dados pouco animadores vindos do mercado de trabalho garantiram queda de 4,85% para o Dow Jones e baixa de 4,34% para a bolsa eletrônica Nasdaq.

Na Europa, as perdas também foram acentuadas mesmo depois de uma nova rodada de corte de juros na região. Londres recuou 5,70%, enquanto Frankfurt cedeu 6,84%.

O Banco da Inglaterra (BoE) surpreendeu cortando a taxa básica do país em 1,5 ponto percentual. Com isso, o custo do dinheiro no Reino Unido caiu de 4,5% para 3% ao ano. Pouco depois, o Banco Central Europeu (BCE) apresentou sua decisão. Em linha com o esperado, o juro da zona do euro caiu de 3,75% para 3,25% ao ano.

Segundo analistas, a questão agora não é saber se haverá ou não recessão nos EUA, pois ela já está praticamente configurada, mas sim determinar o grau dessa desaceleração. Os cortes de juros e outras medidas para estimular a economia só devem começar a ter efeito visível em 2009, o que deve garantir um final de ano bastante instável nos mercados, com investidores reagindo a dados pouco animadores.

Por aqui, o Ibovespa fechou o dia com desvalorização de 3,77%, aos 36.361 pontos, com giro financeiro em R$ 3,96 bilhões. Na mínima, o indicador testou 35.386 pontos, o que equivale a uma baixa de 6,35%. O setor de commodities, os bancos e as construtoras lideraram as perdas.

No câmbio, as atuações do BC não tiveram efeito sobre a formação da taxa. Mesmo depois de dois leilões no mercado à vista e uma operação de swap, o dólar comercial fechou o dia com elevação de 4,05%, valendo R$ 2,2030 na compra e R$ 2,2050 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda apresentou valorização de 4,08%, para R$ 2,2045. O giro na bolsa ficou em US$ 170,5 milhões.

O consenso é que a trajetória da moeda é de alta e as apostas no mercado futuro continuam mostrando isso. O declínio no preço das commodities e a idéia de juros tendendo a zero na Europa também fortalecem a moeda norte-americana, mesmo com evidências de recessão no país.

Os contratos de juros futuros começaram o dia apontando para baixo, devolvendo prêmios apesar do tom mais forte da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). No documento, a autoridade monetária reafirma a preocupação com o descompasso entre oferta e demanda e trajetória de inflação. A ata sinaliza que o BC segue operando em " modo de alta de juros " , apesar da pausa brusca no mês de outubro. Vale lembrar que o colegiado deixou a taxa estável depois de duas altas seguidas de 0,75 ponto percentual.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava aumento de 0,06 ponto percentual, para 15,43%. Na mínima, o contrato testou 15,27%. Janeiro 2011 subiu 0,16 ponto, para 16,20%. E janeiro 2012 apontava 16,45%, leve baixa de 0,01 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,61%, também baixa de 0,01 ponto. Já o DI para janeiro de 2009 avançou 0,01 ponto, negociado a 13,73%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 251.340 contratos, equivalentes a R$ 21,67 bilhões (US$ 10,22 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 106.335 contratos, equivalentes a R$ 9,02 bilhões (US$ 4,25 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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