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Mercados: Bovespa teve novo dia de baixa na sexta-feira; dólar caiu para o menor valor desde 1999

SÃO PAULO - Na sexta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tentou, mas não conseguiu permanecer em território positivo, fechando a semana com perda de 4,65%. O dólar testou nova mínima em mais de nove anos e os juros futuros longos continuaram ajustando para baixo, conforme se consolida a idéia de que o ciclo de aperto monetário será mais curto.

Valor Online |

Em Wall Street, o pregão foi instável, mas indicadores positivos sobre a economia garantiram fechamento em alta para o Dow Jones, que ganhou 0,19%, e para o Nasdaq, que subiu 1,33%.

As ações relacionadas ao mercado interno operaram com destaque na Bovespa, mas siderúrgicas e banco em baixa e Petrobras e Vale de lado não deixaram que índice encerrasse em território positivo.

Ao final da sexta-feira, o Ibovespa somou 57.199 pontos, queda de 0,41%. O giro financeiro de R$ 4,98 bilhões foi o menor em oito sessões. O indicador encerrou a semana com recuo de 4,65%. Em julho, a queda acumulada está em 12,02%. No ano, a desvalorização é de 10,47%.

Com mais um dia de baixa, o quarto consecutivo, o Ibovespa confirmou posição no bear market, perdendo 22,20% desde a máxima atingida em 20 de maio, aos 73.516 pontos. O bear market, ou mercado pessimista, é caracterizado quando o índice de ações cai mais de 20% desde sua máxima recente.

No câmbio, a elevação da taxa de juros e a expectativa de que o aperto segue, pelo menos até o final do ano, deixam espaço para o dólar ir para baixo. A queda só não é mais acentuada em função das dúvidas que cercam o ambiente externo e das saídas de recursos da Bovespa.

Depois de cair a R$ 1,571 na mínima, o dólar fechou o dia valendo R$ 1,571 na compra e R$ 1,573 na venda, diminuição de 0,41%. O valor é o menor desde o R$ 1,558 registrado em 19 de janeiro de 1999. Na semana, a queda é de 1%. No mês, a baixa acumulada fica em 1,5% e, no ano, já bate 11,48%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou desvalorização de 0,41%, para R$ 1,573. O volume financeiro somou US$ 544,5 milhões.

A taxa Selic a 13% ao ano também ditou o rumo do pregão com os juros futuros. Os vencimentos curtos tentaram apontar para cima, mas acabaram o dia próximo da estabilidade, enquanto os contratos de horizonte mais distante recuaram. Os agentes continuam acreditando que a maior intensidade no ajuste da Selic pode resultar em juros altos por menos tempo.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, cedeu 0,09 ponto, a 14,77% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,08 ponto, a 14,51%, e janeiro 2012 recuou 0,14 ponto, para 14,11%.

Entre os curtos, agosto de 2008 encerrou o dia estável a 12,82%. Setembro de 2008 teve alta de 0,01 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 se desvalorizou 0,03 ponto, para 13,03%, e o vencimento janeiro de 2009 teve baixa de 0,02 ponto, para 13,68%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 571.765 contratos, equivalentes a R$ 48,03 bilhões (US$ 30,43 bilhões), montante quase quatro vezes menor que o observado na quinta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 247.270 contratos, equivalente a R$ 20,27 bilhões (US$ 12,85 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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