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Mercados: Bovespa teve novo dia de baixa e dólar subiu pelo 7º pregão

SÃO PAULO - Nos dias de alta, o mercado brasileiro descola, mas, na queda, o sinal externo fala mais alto e impulsiona o tom negativo que vem dominando os ambiente de negócios por aqui.

Valor Online |

Na quarta-feira, a realização de lucros nas bolsas norte-americanas acabou impedindo a tentativa de alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que amargou o quarto pregão seguido de baixa. O dólar seguiu ajustando para cima, alinhado com a formação de preço da moeda em outros mercados e os juros futuros tiveram novo pregão de alta, apesar da apresentação de mais um índice confirmando o arrefecimento da inflação.

O mau humor externo seguiu a divulgação de novas baixas contábeis de bancos norte-americanos e fracos resultados o suíço UBS. Após dois dia de alta, o Dow Jones caiu 1,19% e o Nasdaq cedeu 0,38%.

Por aqui o Ibovespa seguia descolado da instabilidade externa, apoiado no forte desempenho das ações da Petrobras, que ganharam recomendações de compra de corretoras nacionais e estrangeiras depois do lucro de R$ 8,7 bilhões obtido no segundo trimestre.

No decorrer da sessão, porém, as vendas ganharam força e a queda acentuada das ações das siderúrgicas e dos bancos acabou determinando o encerramento da pregão. Ao final da terça-feira, o Ibovespa cedeu 0,40%, aos 54.502 pontos, com giro financeiro em R$ 5,19 bilhões.

No câmbio, segue o ajuste do dólar, com os agentes mandando recursos para fora do país e estrangeiros passando a apostar na valorização do dólar - ou seja, tal classe de investidor não só reverteu as posições vendidas, mas também passou a ostentar posições compradas.

Na terça-feira, o dólar comercial subiu 0,55% ante o real, fechando a R$ 1,623 na compra e R$ 1,625 na venda. Desde a mínima de R$ 1,559, a moeda já ganhou 4,23%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda apreciou-se 0,68%, encerrando também a R$ 1,625. O volume financeiro somou US$ 288,75 milhões.

Nos juros futuros, a incerteza quanto ao rumo do dólar é dada como justificativa para alta, apesar dos agentes não enxergarem espaço para o dólar avançar ainda mais.

Passada essa volatilidade de curto prazo, os fundamentos da economia e uma das maiores taxas de juros do mundo devem falar mais alto, chamando dólares de volta para o mercado.

Um sinal claro de que a alta da divisa estrangeira não preocupa o Banco Central (BC) é que a autoridade monetária segue com os leilões diários de compra, tirando moeda de circulação.

No campo inflacionário, mais um indicador ponta para uma trajetória de preços mais amena. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 0,38% na primeira medição de agosto, ficando abaixo do esperado e recuando ante o 0,45% do encerramento do mês de julho.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava alta de 0,07 ponto, a 14,74% ao ano. O vencimento janeiro 2011 avançava 0,04 ponto, para 14,45%. E janeiro 2012 ganhou 0,01 ponto, para 14,16%.

Entre os curtos, os vencimentos para setembro e outubro de 2008 fecharam estáveis a 12,85% e 13,12%, respectivamente. Novembro de 2008 também encerrou sem alteração a 13,32%. E o DI para janeiro de 2009 teve elevação de 0,02 ponto, para 13,74% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 434.170 contratos, equivalentes a R$ 36,56 bilhões (US$ 22,64 bilhões), montante 63% maior que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 193.850 contratos, equivalente a R$ 16,01 bilhões (US$ 9,92 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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