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Mercados: Bovespa teve mais um dia de alta e dólar voltou a cair

SÃO PAULO - Os mercados brasileiros continuaram colhendo o benefício da queda do dólar e da valorização do preço das commodities durante a quinta-feira. À parte da instabilidade externa ocasionada pelos problemas no setor financeiro norte-americano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve o terceiro dia seguido de avanço e o dólar continuou perdendo valor ante o real. Em direção contrária, os juros futuros acumularam prêmios, refletindo o aumento do preço do petróleo e algumas coletas apontando alta nos preços.

Valor Online |

Repetindo o movimento observado na quarta-feira, o Dow Jones superou a instabilidade e garantiu fechamento positivo. Apoiado nas ações das petrolíferas, o índice ganhou 0,11%. O Nasdaq, porém, caiu 0,36%.

A Bovespa segurou os ganhos durante toda a sessão, e já acumula uma elevação de 6,8% desde a mínima intradia de 52.344 pontos registrada na terça-feira. Com destaque para as ações da Petrobras e Vale, o Ibovespa fechou a sessão com ganho de 1,01%, para R$ 55.934 pontos, com giro financeiro em R$ 4,63 bilhões.

As compras seguiram mesmo com a divulgação de um relatório do JPMorgan no qual o banco reitera recomendação neutra para o Brasil e acima da média (overweight) para o México. Segundo os analistas do JPMorgan, as ações mexicanas devem se recuperar de forma mais rápida do que as brasileiras.

Tomando os últimos três dias, tal projeção não bate, pois, enquanto a bolsa brasileira ganhou 4,89%, o IPC, principal índice da Bolsa do México, caiu 0,73%.

No câmbio, os agentes continuam desmanchando suas posições compradas, o que puxa o dólar para baixo. A moeda encerrou a quinta-feira valendo R$ 1,609 na compra e R$ 1,611 na venda, recuo de 0,55%. Na semana, a divisa acumula perda de 1,76%.

A moeda norte-americana registrou o quarto pregão consecutivo de queda ante o real, tal seqüência de baixa não era observada desde meados de junho.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou declínio de 0,53%, para R$ 1,610. O volume financeiro somou US$ 264,25 milhões. O giro interbancário foi baixo, cerca de US$ 1,58 bilhão, contra US$ 2,7 bilhões de um dia antes.

Os juros futuros seguem com baixa liquidez, mas ontem tiveram um consiste movimento de avanço. Os prêmios de risco aumentaram conforme o preço do petróleo subia em Nova York. Além disso, algumas coletas com preços um pouco mais salgadas estimulam a realização de lucros. Vale lembrar que existe uma corrente de mercado que acredita que os preços não devem continuar recuando conforme indicam os índice recentes.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava elevação de 0,04 ponto, a 14,66% ao ano. O vencimento janeiro 2011 ganhou 0,01 ponto, para a 14,28%. E janeiro 2012 fechou estável a 13,98%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 aumentou 0,01 ponto, para 12,87%. Outubro de 2008 subiu 0,04 ponto, para 13,22%. Novembro de 2008 encerrou a 13,39%, com acréscimo de 0,02 ponto. E o DI para janeiro de 2009 também aumentou 0,02 ponto, para 13,83% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 363.965 contratos, equivalentes a R$ 29,81 bilhões (US$ 18,39 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 209.765 contratos, equivalente a R$ 17,41 bilhões (US$ 10,73 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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