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Mercados: Bovespa teve alta na sexta-feira, mas perdeu 7,7% na semana

SÃO PAULO - A semana passada terminou sem perspectiva de melhora para o sentimento negativo que domina os mercados aqui e lá fora. Os investidores continuam receosos com o preço do petróleo, inflação, dólar fraco, políticas monetárias restritivas e perspectivas de crescimento sendo revisadas para baixo.

Valor Online |

Olhando o dia-a-dia, a sexta-feira foi de poucos negócios por aqui, com o feriado nos Estados Unidos limitando a liquidez e segurando a tomada de posições na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no dólar e nos juros futuros.

A Petrobras e Vale garantiram encerramento em território positivo na Bovespa, mas o ganho foi pífio frente uma queda semanal de 7,7%, pior resultado para uma semana de negócios desde agosto de 2007, quando a crise subprime urgia nos Estados Unidos. Para efeito de comparação, em todo o mês de junho, que foi o pior em mais de quatro anos, o Ibovespa caiu 10,4%.

Ao final da sexta-feira, o Ibovespa marcou 59.365 pontos, leve alta de 0,16%. O giro financeiro somou R$ 2,81 bilhões, o menor desde o dia 26 de maio, quando também foi feriado em Wall Street.

O dólar oscilou apenas R$ 0,10 entre a máxima e a mínima e os negócios tanto na BM & F quanto no interbancário foram três vezes menores do que os observados na quinta-feira.

Depois de subir a R$ 1,617 na máxima, o dólar comercial fechou valendo R$ 1,606 na compra e R$ 1,608 na venda, baixa de 0,18%. Apesar da queda, a divida encerrou a semana com ganho de 0,81%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 0,12%, a R$ 1,608. O volume financeiro foi de US$ 203,75 milhões, contra os US$ 606 milhões de um dia antes. O giro interbancário caiu de US$ 3,6 bilhões na quinta-feira para US$ 1,06 bilhão na sexta-feira.

Os juros futuros também tiveram menor número de negócios, mas a constante preocupação com a inflação e a agenda desta semana, que traz três relevantes indicadores de preços (IPCA, IGP-DI e IGP-M), dá aval à inclinação das curvas. O vencimento janeiro de 2010, tido como referência por ser um dos mais negociados, marcou o oitavo pregão seguido de elevação.

No final da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 subiu 0,02 ponto percentual, para 13,49%, anuais. Janeiro de 2010, o mais negociado, acabou com ganho de 0,08 ponto, a 15,47% ao ano. O vencimento janeiro 2011 teve valorização de 0,07 ponto, para 15,670%, e janeiro 2012 avançou 0,10 ponto, para 15,45%.

Na ponta curta, agosto de 2008 fechou com alta de 0,01 ponto, projetando 12,33%. Setembro de 2008 ganhou 0,02 ponto percentual, apontando 12,57%, e outubro de 2008 encerrou estável a 12,79%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 401.885 contratos, equivalentes a R$ 34,67 bilhões (US$ 21,55 bilhões), montante 42% menor do que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 115.085 contratos, equivalente a R$ 9,28 bilhões (US$ 5,77 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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