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Mercados: Bovespa teve alta na segunda-feira, mas fechou o mês com perda de 10,4%

SÃO PAULO - O mês de junho chegou ao fim sem muito que comemorar nos mercados brasileiros. Apesar da alta na segunda-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve o pior desempenho mensal em mais de quatro anos. O dólar avançou ante o real, mas acumulou perda de 1,9% no mês. Os juros futuros subiram e acompanharam a piora nas projeções de inflação para 2008 e 2009, acumulando cerca de 100 pontos base, ou 1 ponto percentual de alta em junho.

Valor Online |

O mês de junho foi marcado por preocupações que ainda persistem. A alta do preço das matérias-primas e a disparada na inflação deram início a uma rodada mundial de alta de juros, que já se confirmou em grande parte dos mercados emergentes e deve chegar em breve aos desenvolvidos. Na semana passada, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, optou pela estabilidade da taxa em 2% ao ano, mas uma elevação no segundo semestre não é descartada. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) deve subir os juros ainda esta semana.

Tal quadro de incerteza promoveu acentuada correção de preço na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) que fechou o mês com baixa de 10,43%, fazendo de junho o pior mês desde abril de 2004, quando o indicador perdeu 11,45%. No entanto, no ano, a variação ainda é positiva em 1,77%. No segundo trimestre, o ganho acumulado ficou em 6,64%.

Com avanço desde o começo dos negócios, o Ibovespa resistiu à instabilidade externa, encerrando a segunda-feira com valorização de 1,08%, aos 65.017 pontos, e giro financeiro em R$ 4,74 bilhões, baixo em comparação com a média do mês, de cerca de R$ 5,9 bilhões.

Em Wall Street, o Dow Jones resistiu à pressão vendedora, encerrando o dia com leve alta de 0,03%, aos 11.350. A queda em junho foi de 10,2%, puxando o recuo no ano para 14,4%. A bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 0,98%.

O dólar começou o dia em baixa, testando mínima de R$ 1,589, mas as vendas não prosseguiram até o encerramento dos negócios. Após o leilão diário de compra promovido pelo Banco Central (BC), a divisa mudou de direção e conseguiu se manter em alta até o encerramento dos negócios.

A divisa fechou o dia valendo R$ 1,595 na compra e R$ 1,597 na venda, leve alta de 0,12%. Mas o ganho foi pouco expressivo frente à queda de 1,90% acumulada no mês. Nos seis primeiros meses de 2008, o dólar já caiu 10,13%. No segundo trimestre, a desvalorização foi de 8,9%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda fechou com ganho de 0,09%, também a R$ 1,597. O volume financeiro foi de US$ 265,75 milhões, cerca da metade do movimentado na sexta-feira da semana passada. O giro interbancário somou US$ 2,3 bilhões.

Com a nova piora nas projeções de inflação, os juros futuros encontraram espaço para subir na BM & F. De acordo com o boletim Focus, a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2008 em 6,30%, contra projeção anterior de 6,08%. O reajuste já era esperado depois que o IPCA-15 de junho ficou em 0,90%, bem acima do estimado. Para 2009, o reajuste foi menos acentuado, passando de 4,78% para 4,80%, mas ainda assim mostra certo carregamento da inflação desse ano para o próximo.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 subiu 0,02 ponto percentual, para 13,38% anuais. Janeiro de 2010, o mais negociado, acabou com ganho de 0,08 ponto, a 15,14% ao ano. O vencimento janeiro 2011 aumentou 0,15 ponto, para 15,41%. E janeiro 2012 avançou 0,11 ponto, para 15,10%.

Na ponta curta, julho de 2008 teve elevação de 0,01 ponto, a 12,08%. Agosto de 2008 subiu 0,01 ponto, para 12,24%. Setembro de 2008 também avançou 0,01 ponto, para 12,48%. E o vencimento para outubro de 2008 fechou a 12,72%, acréscimo de 0,01 ponto.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 628.580 contratos, equivalentes a R$ 54,60 bilhões (US$ 33,96 bilhões. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 218.8890 contratos, equivalente a R$ 17,69 bilhões (US$ 11 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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