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Mercados: Bovespa terminou quinta-feira com alta de quase 4%

SÃO PAULO - O assunto que dominou os mercados na quinta-feira foi o mesmo dos pregões anteriores; a diferença foi a reação dos investidores, que viram o acordo sobre o resgate financeiro dos Estados Unidos dar um passo adiante depois que democratas e republicanos chegaram a um consenso sobre as bases do projeto de US$ 700 bilhões. Com isso, o foco dos investidores ficou novamente voltado para Washington, onde o presidente dos Estados Unidos, George Bush, teve um dia cheio de reuniões com congressistas e com os candidatos à sucessão presidencial Barack Obama e John McCain. Desencontros ainda cercam os detalhes do plano, com negociações sobre limitação no pagamento de executivos de empresas que venham a participar do programa de recompra de créditos podres e liberação parcelada dos recursos.

Valor Online |

Segundo o Wall Street Journal, US$ 250 bilhões já estariam disponíveis para o Tesouro começar a tirar os ativos ilíquidos do mercado, permitindo, assim, que o sistema de crédito volte a funcionar.

Por aqui, o noticiário externo determinou o rumo de todos os mercados. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu ao redor de 4%, o dólar apontou para baixo e os juros futuros caíram de forma acentuada.

Na Bovespa, as compras foram generalizadas, com 61 dos 66 papéis que compõem o índice apresentando valorização. Ao fim do pregão, o Ibovespa apontava 51.828 pontos, ou elevação de 3,98%. O giro financeiro foi de R$ 5,23 bilhões.

O dia também foi de ganhos expressivos em Wall Street, onde o Dow Jones teve valorização de 1,82%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq avançou 1,43%.

No mercado de câmbio, o dólar ameaçou alta no começo do dia, mas as vendas predominaram. No entanto, o baixo giro interbancário do dia evidenciou a cautela dos investidores. A preocupação entre as corretoras continua sendo as linhas de financiamento para exportação, que estão escassas e caras.

O dólar comercial terminou com perda de 1,93%, transacionado a R$ 1,820 na compra e R$ 1,822 na venda. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda cedeu 1,99%, para R$ 1,820. O volume financeiro somou US$ 530,5 milhões.

Os juros futuros caíram de forma acentuada com a queda na percepção de risco permitindo um ajuste nos vencimentos. A queda no dólar também estimulou o recuo nos contratos.

No encerramento, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,10 ponto percentual, a 14,72% ao ano. O vencimento janeiro 2011 teve desvalorização de 0,22 ponto, apontando 14,63%, e Janeiro 2012 projetava 14,53%, perda de 0,28 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 caiu 0,02 ponto, para R$ 13,59%. Novembro 2008 fechou estável a 13,65%. Dezembro de 2008 encerrou com queda de 0,01 ponto, a 13,87%, e o DI para janeiro de 2009 declinou 0,01 ponto, fechando a 14,06% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 406.365 contratos, equivalentes a R$ 33,71 bilhões (US$ 18,27 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 232.960 contratos, equivalentes a R$ 19,57 bilhões (US$ 10,61 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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