SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não escapa da piora de sentimento global e opera em baixa nesta terça-feira. Por volta das 10h50, o Ibovespa perdia 1,67%, para 59.705 pontos, com giro financeiro em R$ 510 milhões.

As ordens de venda seguem a sinalização externa, onde as preocupações com o setor financeiro e sua capacidade de solvência continuam assombrado os investidores.

Em Wall Street, Dow Jones diminuía 0,83%, enquanto o Nasdaq declinava 0,68%. Na Europa, as perdas também são acentuadas, com Londres e Frankfurt recuando 2,24% e 2,21%, respectivamente.

As ações das financeiras hipotecárias Fannie Mae e Freedie Mac caíam mais de 20% cada na abertura dos negócios. As empresas foram ajudadas pelo Tesouro e pelo banco central americano em meio a rumores de falta de liquidez.

Ainda no setor, o Lehman Brothers, que viu suas ações caírem mais de 80% em 2008, sofre com rumores de fuga de clientes e estaria buscando novas estratégias, como alianças com parceiros, venda de ativos e recompra de ações, segundo reportagem do Wall Street Journal (WSJ).

Os investidores aguardam o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, que falará ao Comitê Bancário do Senado.

Já foi apresentado o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que subiu 1,8% em junho, seguindo elevação de 1,4% um mês antes. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% pelo segundo mês, contra previsão de alta de 0,3%. As vendas no varejo subiram 0,1% em junho, contra previsão de 0,4%.

No âmbito corporativo, a General Motors anunciou um plano para elevar sua liquidez. O corte de dividendos e redução de salários deve resultar em US$ 15 bilhões a mais em 2009. Segundo a montadora, o colchão de liquidez servirá como proteção contra um possível período prolongado de desaquecimento da economia.

Ainda pela manhã, a Johnson & Johnson anunciou seus números trimestrais.

Com a forte piora de humor lá fora, o dólar ensaiou uma alta ante o real, mas os ganhos não parecem muito consistentes. Há pouco, a moeda valia R$ 1,594 na venda, com alta de 0,06%. Na BM & F, o dólar para agosto apontava queda de 0,24%, para R$ 1,600.

Dentro do Ibovespa, os carros-chefe puxavam as perdas. Petrobras PN desvalorizava 1,0%, para R$ 40,45, Vale PNA recuava 1,48%, para R$ 43,25, e Usiminas PNA caía 2,43%, para 72,20.

Quedas também para os bancos, com Bradesco PN caindo 1,93%, para R$ 30,95. Itaú PN cedia 2,08%, para R$ 30,50, e Banco do Brasil ON desvalorizava 2,19%, para R$ 23,63.

Destaque de alta para Cyrela ON, com valorização de 1,8%, para R$ 19,20. Comgás PNA avançava 1,74%, para R$ 46,00, e Telesp PN subia 0,98%, para R$ 42,99.

(Valor Online)

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